Pós-pandemia: NY propõe reduzir tamanho das turmas

Ao invés de chamar os professores de vagabundos, deputados governistas deveriam seguir os passos da Cidade de Nova York e fazer o seu trabalho.

Leonie Haimson mostra como Nova York está se preparando para lidar com o pós-pandemia – depois que o país livrou-se do negacionismo e acelerou o processo de vacinação e, em 100 dias, aplicou 200 milhões de doses de vacinas.

O Conselho de Nova York elaborou uma primeira proposta orçamentária a ser encaminhada ao Prefeito da cidade indicando a necessidade de um aporte de 250 milhões de dólares para reduzir o tamanho das turmas de estudantes nas escolas. Com isso os professores ficariam em melhores condições para lidar com as perdas educacionais oriundas da pandemia, com prioridade para as populações mais vulneráveis:

“Isso permitiria ao Departamento de Educação contratar 2.500 professores adicionais, o que poderia reduzir o tamanho das turmas em até 10.000 salas de aula, já que cada nova turma formada pode reduzir o tamanho de outras quatro turmas já existentes por escola na mesma série e/ou matéria.”

Para o Conselho:

“Quando os alunos retornarem ao ensino em tempo integral, presencial, a redução do tamanho das turmas será imperativa para fornecer suporte de aprendizagem adicional e ajudá-los a recuperar o atraso após um ano de aprendizado remoto ou combinado.”

Além disso:

“O orçamento do Conselho também inclui o financiamento total do Fair Student Funding em cerca de US $ 605 milhões e US $ 110 milhões para garantir que cada escola pública tenha pelo menos um conselheiro escolar em tempo integral e um assistente social em tempo integral, bem como outros programas e iniciativas.”

Leia mais aqui.

Então, deputados, ao invés de agredir professores para desviar o assunto, façam seu trabalho direito: vacinem e disponibilizem condições adequadas para os professores trabalharem…

A melhor reforma educacional é aquela que permite a redução das turmas de estudantes nas salas de aula e não as ilusórias soluções fáceis sugeridas pelas corporações que lucram com ensino hibrido e privatização.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Doria no Estado de SP, MEC sob Bolsonaro, Pastor Milton no MEC e marcado . Guardar link permanente.

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