Vez por outra aparece a ponta do iceberg: alguém quer corromper índices para aparecer bem na foto e faturar o bônus. No Rio de Janeiro, uma diretora de escola pública oferece dinheiro para alunos fazerem prova SAERJ. A questão não é só a existência da fraude, no que diz respeito à atitude da diretora. São os valores que estamos praticando com nossas crianças. Uma relação cada vez mais mercantilista com o conhecimento.
A “recompensa” de noventa reais para participar da prova vinha com a racional do “presente pelo bom desempenho”. Diz a diretora:
“como não podia dividir um aparelho de DVD, os próprios alunos teriam, segundo ela, sugerido que o prêmio não fosse sorteado, e sim dividido entre todos os participantes”. Leia aqui.
Premiar alunos é uma prática comum na rede estadual, segundo a diretora.
Casos de fraude ligados às políticas de responsabilização são frequentes. Campbell já os havia previsto em 1976, antes desta onda de accountability. O caso recente mais famoso que conheço é o de Atlanta, como já comentamos aqui no Blog.