A greve das Universidades Paulistas tem levado a uma discussão oportunista sobre cobrar ou não mensalidade nas Universidades. O isolamento de certa intelectualidade brasileira é tão grande que eles não conseguem sequer atentar para o caso chileno, aqui ao lado, e tirar dele lições.
O Chile fez o que certos defensores das universidades pagas propõem para as Universidades Paulistas e ganhou com isso passeatas de mais de 100 mil pessoas que levaram o atual governo chileno a uma profunda reforma no sistema de financiamento das suas universidades.
Artigo corajoso hoje veiculado pela Folha de São Paulo (19-06-14) vai contra estas propostas. Com o título de “100% escola pública” os autores Francisco Foot Hardman e Alcir Pécora da Unicamp colocam as coisas no devido lugar:
“Não é acidental que, na ruína, reine o vestibular, sistema abominável de reprodução da desigualdade, em nome de uma falsa meritocracia: pois quando todas as desigualdades já foram cometidas no ensino médio e fundamental, que universidade de mérito pode haver no vestibular? Basta de hipocrisia!”
Vale a pena ver o caso da Finlândia. Há pouco tempo muitas escolas privadas faliram e deixaram muitas crianças, adolescentes e adultos sem escola repentinamente. Coube ao Estado resolver o problema e rever políticas educacionais em relação às escolas não estatais e públicas.