Charters: até onde chega o poder delas?

O Brasil está importando a ideia das escolas charters. Seus apoiadores alardeiam vantagens não confirmadas pela pesquisa, com o intuito de resolver os problemas fiscais de seus estados e municípios. Empresários e consultores endossam em coro, de olho no mercado que elas vão abrir. Não é reforma educacional, é ajuste financeiro destinado a fechar o caixa e a abrir mercado.

Juntamente com importar a ideia, é preciso que se tenha claro que estaremos importando, junto, o modo de operar do lobby das charters. Valerie Strauss revela um deles:

“Por que apoiadores ricos das escolas charters estão gastando muito dinheiro para derrotar a presidente da Suprema Corte do Estado de Washington?” Indaga Valerie Strauss em seu Blog. A resposta pode ser a seguinte:

“Em setembro de 2015, o tribunal decidiu que as escolas charters eram inconstitucionais porque eles são administradas por comitês nomeados – ao invés de eleitos – e, portanto, não eram “escolas comuns” elegíveis para receber fundos estaduais de educação. A presidente da Suprema Corte de Washington, Barbara Madsen, escreveu que “o dinheiro que é dedicado às escolas comuns é inconstitucionalmente desviado para as escolas charters”.

Agora, os defensores das charters, incluindo alguns que nem sequer vivem em Washington, estão apoiando um candidato que está tentando derrubá-la. É novidade, mas a prática geral não é exatamente nova. Há anos, os proponentes ricos da escolha de escola e da reforma empresarial da escola têm gasto uma boa quantidade de dinheiro para financiar seus candidatos e referendos, onde quer que ocorram através de todo o país.”

Leia a matéria aqui.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Escolas Charters, Privatização, Vouchers e marcado . Guardar link permanente.

4 respostas para Charters: até onde chega o poder delas?

  1. nebia dutra disse:

    ola preciso de um material seu para meus estudos e gostaia de conversar sobre isso..poderia me adicionar no face.

  2. LORENE FIGUEIREDO DE OLIVEIRA disse:

    Olá Luiz, gosto demais do seu trabalho, gostaria apenas de deixar uma dica, se não se importa. Os textos aqui são muito bons mas curtos. Talvez valesse manter alguns links com trabalhos maiores sobre os temas. Lembro que Roberto Leher orientou uma dissertação muito bem escrita sobre as Escolas Charters, faz uns 4 anos. Enfim, pensei em algo como o Blog Marxismo21 sem a pretensão de que seja com tanto fôlego posto que lá o trabalho é coletivo. Grande Abraço, Lorene Figueiredo.

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