Vinhedo (SP): Coordenadora é desligada após greve

O PSDB de Vinhedo, cidade vizinha a Campinas, retalha servidores por adesão à greve. É o caso da servidora Paula Revoredo que era Coordenadora na Escola Municipal Nilza Ferragut. Isso ocorre quando se discute na cidade a implantação da “gestão democrática” por força da implementação da meta 12 do Plano Municipal de Educação da cidade. Os educadores organizados em um Coletivo protestam.

Acesse aqui a página e assine em apoio à luta pelo retorno de Paula.

Leia mais sobre o episódio aqui.

 GOVERNO DE VINHEDO DESLIGA COORDENADORA APÓS TER PARTICIPADO DE GREVE

O governo de Jaime Cruz (PSDB) tomou, em 14 de junho, uma medida que colocou os educadores da cidade em alerta. A professora Paula Revoredo, que desempenhava a função de coordenadora na Escola Municipal Nilza Ferragut, foi informada pela direção da escola que deixaria sua função. Ainda não houve um pronunciamento oficial da Secretaria de Educação sobre o caso, mas através de conversas informais foi revelado que tal medida foi motivada pela participação da professora na greve dos servidores públicos da cidade, dois dias antes, em 12 de junho.

Segundo Virgínia Baldan, professora e dirigente do Sindicato dos Servidores de Vinhedo, a medida surpreendeu negativamente a todos por vários motivos: “Em primeiro lugar, entendemos que um governo deve respeitar as diretrizes gerais do Estado Democrático de Direito, e o direito à greve, a diversidade de ideias e à livre manifestação é previsto não só na Constituição Federal mas também em tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.” Um segundo ponto destacado por Baldan foi o desrespeito à autonomia escolar: “O processo de escolha da Paula foi consensuado em sua unidade escolar e apesar do pouco tempo de trabalho frente à coordenação da escola, vinha colhendo bons resultados reconhecidos por alunos, pais e por seus pares. A decisão foi tomada de maneira unilateral pela Secretaria de Educação, sem nenhuma consulta à comunidade escolar”. Um terceiro ponto destacado pela professora sindicalista é que a rede de ensino passa por um debate acerca da implementação da gestão democrática, por conta da meta 12 traçada no Plano Municipal de Educação da cidade, aprovado em 2015. “Entendemos que é ainda mais grave essa atitude da Secretaria de Educação em um momento no qual deveria ser incentivado o clima de debate e participação e não de censura e perseguição política como está acontecendo.”

O movimento pela revogação do desligamento da professora e por maior participação e debate no processo de implementação da Gestão Democrática em Vinhedo é um marco importante na luta pela educação pública de qualidade na cidade, acredita o “Coletivo de Professores de Vinhedo – em defesa da Educação Pública”. No último final de semana, a causa foi apoiada também pelo “Coletivo de Educadores de Campinas” que se solidarizou à luta de Paula e dos educadores da cidade. A partir dessa terça-feira, 27 de junho, se inicia a campanha “Volta Paula! Por democracia na educação!” que tem como objetivo obter o retorno da professora ao trabalho de coordenadora que vinha realizando em sua unidade de ensino.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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