MEC não estimula escolas charters no Brasil

Postado originalmente na Uol em 23/03/2011

Fernando Haddad e sua equipe estão dando demonstração de que são fieis à sua biografia. Apesar de algumas divergências que temos, em especial em relação ao exame nacional para docentes, o Ministro envia através da SEB, na pessoa de sua Secretária Maria do Pilar, um sinal muito importante para toda a área educacional que neste momento está preocupada assistindo ao crescimento na mídia, orquestrado por esta juntamente com ONGs e fundações pagas pelas grandes corporações, da proposta de adesão à implantação de escolas públicas administradas pela iniciativa privada, por contrato de gestão – as escolas charters americanas.

Recente reportagem da Revista Educação diz:

“No âmbito do governo, a cautela de Naércio é compartilhada pela historiadora Maria do Pilar, secretária nacional da Educação Básica. Para Pilar, o debate das escolas charter ainda é muito incipiente e localizado, e não deve ocupar o foco das mudanças na educação brasileira. “Podemos melhorar o desempenho das escolas adotando práticas de gestão melhores”, acredita. Para Pilar, o Brasil é um país que tem uma agenda ainda do século 19, no que diz respeito à educação. “Precisamos ainda garantir a entrada das crianças de 4 a 17 anos, e mudanças como a introdução das escolas charter provocam certa desestabilização no sistema público”, diz.”

Para Pilar:

“o Brasil ainda tem a avançar na cultura da escola pública, que passou da noção de uma escola para elites, exclusivista, para uma escola para pobres, negada pelas classes ricas. “Como na França ou na Alemanha, precisamos ter uma escola pública para todos. Não é uma questão ideológica, mas um símbolo da vida democrática”, diz.”

É isso.

Leia a matéria em: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=13096

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Escolas Charters, Estreitamento Curricular, Fernando Haddad no Ministério, Postagens antigas da UOL, Privatização, Responsabilização/accountability e marcado . Guardar link permanente.

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