Charters: com ou sem fim lucrativo?

Na nascente discussão brasileira sobre escolas charters, vê-se seus defensores, para adoçar a pílula da privatização, argumentar que somente assumirão a gestão de escolas públicas as organizações sociais sem fins lucrativos. É como se isso desculpasse o fato de privatizar a educação pública. Esta é posição da Secretária de Educação de Goiás, disposta a entregar 30% das escolas estaduais para organizações sociais “sem fins lucrativos”, começando por Anápolis.

Nada mais falso como bem aponta Peter Greene, que convive nos Estados Unidos com esta política nos últimos 30 anos:

“Uma escola charter sem fim lucrativo é tão ruim (e rentável) quanto as que têm fins lucrativos.”

E continua:

 “Fingir que existe uma diferença substancial entre as charters com lucro e as charters sem fins lucrativos é ignorância ou engano deliberado. Eu já disse isso muitas vezes – uma escola charter sem fins lucrativos de hoje é apenas uma escola com fins lucrativos que tem um bom plano de lavagem de dinheiro.”

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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