Fábio Galvão nos informa sobre mais “fatos surpreendentes” provenientes da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, desta feita, de São Paulo para o Brasil. A gigante da iniciativa privada no Ensino Superior agora resolveu praticar “responsabilidade social” com a Educação Básica e esta articulando uma “aliança pela educação brasileira” para melhorar o ensino público.
“Um outro fato surpreendente acontecerá na próxima quarta-feira, dia 31 de agosto, na Secretaria de Educação de São Paulo. Diz o convite: “lançamento da Aliança Brasileira pela Educação, um projeto de responsabilidade social da Kroton de melhoria do ensino público em todo o país.
Na ocasião, contaremos com a presença do presidente da Kroton, Rodrigo Galindo e do vice-presidente acadêmico, Mario Ghio, além de conselheiros integrantes do Comitê de Responsabilidade Social da Kroton, como Evando Neiva.
O projeto será apresentado para diretores de escolas públicas estaduais e outros nomes importantes do setor educacional. Foram convidados para o evento autoridades públicas como o governador Geraldo Alckmin e o secretário de educação José Renato Nalini, cujas presenças estão a confirmar.”
O convite cita que “o movimento replicará nacionalmente o sucesso do da Conspiração Mineira Pela Educação, presente em Minas há 10 anos”. Este movimento tem como uma das principais lideranças o economista Claudio de Moura Castro.”
Desculpa a nossa falha: o lançamento da Aliança Brasileira pela Educação será no dia 31 de agosto, quarta-feira, e não dia 29, como informado antes
A Revista Exame, edição 1069, ano 48, nº 13, 23/7/2014 traz informações importantes sobre essa empresa Kroton, que atua ou atuava na Educação Superior, como mostra a reportagem abaixo:
“Nenhuma empresa aproveitou tão bem a explosão do número de estudantes universitários no Brasil quanto a Kroton – que já é a maior companhia de educação do mundo. (Págs. 34 e 42 )
…
“Empresas como a Kroton não precisam – nem têm a pretensão – formar o primeiro Prêmio Nobel brasileiro. O papel de formar pensadores e executivos de elite vai continuar nas mãos de escolas públicas ou de redes como Ibmec e a Fundação Getúlio Vargas – assim como, nos Estados Unidos, a pesquisa se concentra em escolas sem fins lucrativos, como Harvard e o Massachusetts Institute of Technology”.
Portanto, sabem que é a escola pública tem as condições de ser a melhor e de imprimir uma qualidade, e que quem dirige negócios tem outros interesses. A reportagem todo tempo ressalta a capacidade do presidente da Kroton em aumentar os lucros da empresa e traz informação que o presidente só autoriza a abertura de nova classe depois de garantir que haverá rentabilidade, os currículos são divididos para que haja maior número de cursos que compartilhem as mesmas aulas, e ao final, a reportagem admite que o risco é puxar a média geral para baixo quando se incorporam novas unidades, pois seu índice é de 80% de satisfatório, pela avaliação do MEC, mas de 47% das escolas adquiridas da Anhanguera, que foi por eles comprada. Outra informação importante, “no total, 35% da receita da Kroton depende diretamente dos financiamentos do governo federal”. (Revista Exame, edição 1069, ano 48, nº 13, 23/7/2014. Págs. 37, 38)
Não se iludam, o interesse é o lucro nada de responsabilidade social,
Mesmo que o interesse final seja lucro, não é melhor que tenhamos mais gente lutando por ensino de qualidade?
A pergunta a se fazer aqui é outra: o que é ensino de qualidade?
Acredito que a concepção de qualidade do grupo Kroton difere em muito da concepção de qualidade das demais instituições educacionais.
O interesse do grupo Kroton na educação básica brasileira é similar ao interesse do Mc Donald’s na alimentação mundial
Há muito material no blog que pode responder esta sua pergunta, Leandro. Continue lendo.
Concordo plenamente com a resposta do Valentino. Acrescento, ainda, que Monopólio só se presta a explorar e achar meios de fazer alianças com representantes de sectores públicos e privados, de modo a sucater as instituições públicas, para que fiquem desacreditadas pela população, justificando-se, assim, sua privatização.
Economista entende de economia. Educacao se faz com educadores!!!
Caro Luiz Carlos, partilho aqui a notícia do lançamento da Aliánça, do modo como foi divulgado pela Secretaria de Educação: como se fosse uma promissora parceria. Só deixa de dizer para quem seria tão promissora…
http://www.educacao.sp.gov.br/noticias/educacao-da-inicio-a-novo-programa-de-capacitacao-de-lideres-escolares
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