Publicado originalmente na UOL em 6/10/2012
Aqui está o endereço de um documento importante sobre avaliação de professores (em inglês):
http://www.naeducation.org/Background_Paper_Getting_Teacher_Evaluation_Right.pdf
Publicado originalmente na UOL em 6/10/2012
Aqui está o endereço de um documento importante sobre avaliação de professores (em inglês):
http://www.naeducation.org/Background_Paper_Getting_Teacher_Evaluation_Right.pdf
Publicado originalmente na UOL em 9/10/2012
Um dos temas mais abordados pelo Movimento Todos pela Educação e seus defensores é o do direito à educação. Curiosamente, foi a esquerda que sempre defendeu este direito. Mas agora, ele aparece entre os liberais.
Qual a diferença? Simples. Para a esquerda o direito à educação é o direito a resultados iguais. Claro que há características pessoais que influenciam. Mas isso aparece nas opções que cada um faz. Para os liberais, o direito à educação não se refere à igualdade de resultados, mas a igualdade de oportunidades.
Bem, isso é diferente, pois dar ‘oportunidades iguais’ tem uma “petição de princípio” que supõe que todos estão em igualdade para competir. Falso. Há miséria, há desigualdade social. O discurso do direito à educação liberal é uma cortina de fumaça para a desigualdade social. Só isso.
De fato todas as soluções indicadas pelos liberais para garantir o direito à educação mostraram-se, como já foi veiculado neste Blog, indutoras de maiores desigualdades: vide Chile – um dos sistema mais desiguais do mundo e o próprio EUA.
Enfim, o discurso do direito, oculta a negação do direito.
Os empresários do Movimento Todos pela Educação dedicam-se durante a semana a produzir a miséria dos homens em suas instituições financeiras e empresariais. Nos fins de semana, transmutam-se em cidadãos benemerentes que pretendem ocultar a própria miséria que geraram. E de quebra, se dizem defensores dos pobres e do direito destes a aprender.
O maior impedimento para a aprendizagem nas escolas é a própria miséria que estes senhores geram no mundo.
Publicado originalmente na UOL em 14/10/2012
A pressão para se sair bem nos exames está levando à medicalização das crianças com dificuldades de aprendizagem. Não é um fenômeno recente, mas agrava-se com as políticas de responsabilização.
É o que mostra a reportagem abaixo.
Remédios são usados para melhorar rendimento de alunos pobres nos EUA
Na falta de recursos para outros tratamentos, crianças com déficit de atenção e dificuldades de aprendizagem são medicadas
THE NEW YORK TIMES – 12/10/2012 05:00:27
Quando o médico Michael Anderson fica sabendo que seus pacientes de baixa renda estão tendo dificuldades na escola, geralmente lhes prescreve um poderoso remédio. São pílulas que aumentam o foco e impulsionam o controle em crianças com déficit de atenção e hiperatividade. Embora o déficit de atenção seja o diagnóstico que Anderson faz, ele chama a desordem de “uma desculpa” para prescrever os remédios para tratar o que considera o verdadeiro problema destas crianças – o mau desempenho acadêmico nas escolas.
“Eu não tenho muita opção”, disse Anderson, um pediatra de muitas famílias pobres no condado de Cherokee, ao norte de Atlanta, nos Estados Unidos. “Nós como uma sociedade decidimos que é muito caro modificar o ambiente no qual a criança se encontra. Então, temos que modificar a criança”.
Continue lendo esta reportagem em:
Publicado originalmente na UOL em 1/12/2012
O movimento iniciado por Gustavo Ioschpe continua. Minas gerais adota placa com IDEB na porta das escolas. Não adiantou dizer que o IDEB, como indicador, tem problemas.
Pois é, colocamos em marcha coisas que depois não temos controle sobre elas…
Não tenho registro de que nos Estados Unidos, país que mais usa estas pressões, tenha usado desta ideia.
E há quem diga que nossas formas de responsabilização serão diferentes das realizadas nos Estados Unidos.
Na realidade, seguidores são sempre piores e mais radicais que os mestres…
Publicado originalmente na UOL em 2/12/2012
Quem tiver interesse em uma análise das relações entre educação e pobreza deve ler o paper de Ladd no link abaixo:
Publicado originalmente na UOL em 4/12/2012
Eric Hanushek, braço direito do complexo industrial dos testes nos Estados Unidos, tentou contestar o relatório da National Academy of Sciences que apontou ineficácia dos sistemas de accountability baseados em incentivos em um estudo divulgado em 2011 conduzido por um painel de pesquisadores por 9 anos e que focou 15 estudos sobre incentivos.
Os argumentos centrais do relatório indicam que o efeito dos incentivos, quando não são nulos, não passam de 0.08 desvio padrão, o que equivaleria segundo o mesmo a uma mudança na posição dos alunos do 50º. percentil para o 53º. percentil, quando seria necessário uma mudança do 50º. para o 84º. percentil para os Estados Unidos acompanhar as nações com melhor posicionamento na educação.
Em uma resposta (não revisada por pares) e no seu tradicional estilo de hipotetizar consequências econômicas futuras para decisões educacionais, Hanushek constrói sua petição de princípio, sem possibilidade de comprovação fora dos cálculos estatísticos e econométricos que desenvolve, afirmando que uma variação de 0,08 já significa vantagens econômicas de 14 trilhões de dólares, muito superior ao que se gasta com a produção de sistemas de accountability. Estaria compensado, portanto o investimento na accountability baseada em testes.
Além disso, Hanushek ideologiza o debate argumentando que a conclusão anti-teste do relatório se deve a que os educadores que compuseram o painel de pesquisadores responsáveis pelo trabalho influenciaram seus resultados.
Jim Horn responde a Hanushek evidenciando que apenas 3 dos 17 pesquisadores envolvidos no estudo têm origem na educação.
Outro questionamento de Hanushek, um pouco mais técnico, refere-se ao número de formandos que o relatório aponta ter diminuído. Neste caso quem responde são os autores do estudo que foi acolhido pelo relatório e dá base para a afirmação.
Hanushek já havia elaborado outras fantasias econométricas como estas ao hipotetizar que a demissão de 5 a 8% dos professores com desempenho inferior nos Estados Unidos e sua substituição por professores médios, conduziria os Estados Unidos ao topo no desempenho de matemática e ciências com ganhos de 100 trilhões de dólares.
Aparentemente, o debate não prosperou.
Postado originalmente na UOL em 8/12/2012
Varios relatórios têm mostrado que as escolas charters americanas tem uma taxa de matrícula de pessoas com necessidades especiais menor que as escolas públicas. Um relatório recente pretendeu mostrar o contrário. Agora, o NEPC em Colorado, revisou este último relatório e conclui que apesar de alguns pontos elogiosos, ele não consegue contrariar o que os relatórios iniciais diziam, ou seja, que as escolas charters americanas têm uma matrícula de crianças com necessidades especiais menor. Inseridos em processos de responsabilização e meritocracia, as escolas charters não têm predileção por acolher em seu interior pessoas com necessidades especiais, pois estas implicam em um custo maior.
Postado originalmente na UOL em 09/12/2012
A disputa pela agenda educacional está se polarizando entre os educadores profissionais e os reformadores empresariais. A conversa é a mesma: educadores profissionais são o mal, o atraso, junto com os sindicatos. Os reformadores são o bem, o novo, os que se preocupam com as crianças. Michelle Rhee chama sua ONG, nos Estados Unidos, “Students First”. Eles se dizem os defensores das crianças, e nós, educadores profissionais, aqueles que não olhamos para suas necessidades formativas. E a conversa pega…
Portanto, mais gente precisa entrar nesta disputa, em especial os grandes. Este não é um assunto só para pesquisadores individuais ou pequenos grupos de resistência.
A reportagem abaixo é indicativa deste momento.
Convite a Claudia Costin para o MEC expõe embate ideológico na educação
Pedagogos e sindicatos divergem de economistas e instituições ligadas à educação sobre caminhos e métodos para melhorar o ensino
Agência Estado | 04/12/2012 15:26:28O convite para que a secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Cláudia Costin, assumisse a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) trouxe à tona o embate existente entre as duas correntes que pensam e gerem o assunto no Brasil. De um lado, estão os pedagogos – acadêmicos de instituições públicas tradicionais de ensino – e os sindicatos dos docentes. De outro, profissionais de áreas como administração e economia, além de fundações e instituições voltadas à discussão do tema. Continue lendo esta reportagem aqui.
Este será o novo espaço para o Blog do Freitas sobre Avaliação Educacional. Desculpem pelo transtorno, mas problemas técnicos nos obrigaram a migrar para um local mais seguro. Logo mais nos encontraremos por aqui. Neste mês de dezembro estaremos migrando algumas postagens do antigo Blog na UOL para este.