Ensino médio online começa a ser construido

Publicado originalmente na UOL em 17/09/2012

 São uma verdadeira praga nos Estados Unidos. As escolas charters virtuais estão faturando alto.

Quando a lógica dos negócios entra na educação, as empresas que a constituem passam a atuar segundo a lógica de mercado: têm que cortar custos para continuar vivas. É a concorrência.

Em educação, a maneira mais rentável de se fazer isso é: aumentar o número de alunos por turma e precarizar o professor (se possível não tê-lo). É ai que entram as charters virtuais. A relação professor aluno salta facilmente para 1 por 500 quando se trata de ensino online. Tutores precarizados entram em cena.

As online focam a preparação para os testes. Suas “lições” visam preparar para passar no exame. Nada que não caia no exame é ensinado. No isolamento de seu quarto, os jovens se preparam para testes. Nada do ensino de habilidades interpessoais, criatividade, afetividade, etc. – ou seja, tudo que se precisa para o país apoiar até mesmo a própria competitividade alardeada pelos empresários, como vimos em postagem anterior.

Confira matéria abaixo.

FGV lança aulas online e questões para Enem

Instituição disponibiliza banco com 4,6 mil questões; meta é chegar a 50 mil em 4 anos

Sergio Pompeu, de O Estado de S. Paulo – 16 de setembro de 2012 | 22h 38

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) lança esta semana, em caráter experimental, um ambicioso portal gratuito com foco no ensino médio. Além de cerca de 90 aulas que podem ser usadas por candidatos na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a FGV liberou, no link ensinomediodigital.fgv.br, o acesso para um banco com 4,6 mil questões que seguem o modelo do Enem.

As aulas estão agrupadas em 15 cursos que abordam as quatro grandes áreas de conhecimento nas quais o Enem é dividido: Ciências da Natureza e Humanas, Matemática e Linguagem e suas Tecnologias. Quando estiver completa, a coleção terá 30 cursos. No caso do banco, a meta da FGV é chegar a 50 mil questões em quatro a cinco anos, o que pode contribuir para mudar o modelo do Enem, tanto em termos do grau de segurança do exame quanto na sua capacidade de melhorar a qualidade do ensino médio. Continue lendo esta reportagem aqui.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Enem, Postagens antigas da UOL, Privatização. Bookmark o link permanente.

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