Escolas Charters americanas: descontrole e fraude

Nos últimos 20 anos os Estados Unidos incentivou o aparecimento e crescimento das escolas charters (escolas públicas administradas por concessão à iniciativa privada). Atualmente existem cerca de 6.000 escolas charters nos Estados Unidos. É como se toda a rede pública estadual de São Paulo fosse terceirizada. Mais de 100 milhões de dólares do erário público foram parar nos cofres privados das organizações que operam como terceirizadas. Dinheiro tirado da melhoria da escola pública e canalizado para a iniciativa privada.

Agora, se deparam com fraudes e má gestão das escolas charters (além de seu pífio desempenho acadêmico) como mostra o relatório que pode ser acessado aqui.

“Nós não deveríamos ter que esperar até que mais estudantes sejam prejudicados, ou milhões de dólares adicionais de impostos sejam roubados ou perdidos, antes de enfrentar este problema. (…) Em outras palavras, nenhuma agência, federal ou estadual, providenciou os meios necessários para investigar a verdadeira profundidade da questão, muito menos para evitar futuros problemas” – diz o relatório.

Em outro relatório, mostra-se como as escolas charters fraudam o Estado informando que atendem um número de alunos maior do que efetivamente estão matriculados. Estas escolas recebem do Estado uma importância em dólares por aluno que matriculam. Calcula-se que neste tipo de fraude possa se chegar a 2 bilhões de dólares roubados por estas terceirizadas americanas.

No Brasil, Goiás estuda privatizar a educação através de terceirizadas.

Que o Ministério Público se prepare por aqui.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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Uma resposta para Escolas Charters americanas: descontrole e fraude

  1. Camile Maciel disse:

    No Estado do Pará, governado por Simão Jatene (PSDB), o processo de implementação das Escolas Charters já estaria em vias de estudo e aplicação, segundo denúncia recente do jornal Diário do Pará. O referido governador vem realizando descontos astronômicos nos contracheques dos professores da rede estadual de ensino por conta da greve que perdurou por 51 dias letivos, no 1º semestre desse ano. Tudo isso com anuência do MPE. Chegou ao absurdo de “parcelar” o desconto a perder de vista, e a grande maioria dos professores sequer sabe até quando irão durar os descontos, tampouco o valor final da dívida. A educação no Pará está um caos generalizado.

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