Aécio propõe remuneração variável do professor

A primeira diretriz do Programa do candidato Aécio Neves diz:

“Criação de incentivos para melhorar a formação, a carreira e a remuneração dos professores, bem como valorização e reconhecimento daqueles profissionais que mais contribuem para o desenvolvimento de seus alunos, vinculando a remuneração dos professores à melhoria da aprendizagem dos alunos.”

A mensagem é clara: vincular a remuneração dos professores à melhoria da aprendizagem dos alunos. Ou seja, o salário depende de quanto o aluno tire na avaliação feita pelos testes. Se o aluno vai bem nos testes, o professor ganha mais. Institucionaliza a política de bônus e de pagamento por valor agregado.

O que aconteceu com esta proposta onde foi usada? Inúmeros relatórios técnicos condenam esta proposta de remuneração.

Primeiro, ela depende de modelos matemáticos de cálculo que são instáveis e que motivaram recentemente a Associação Americana de Estatística a desaconselhar seu uso em política educacional. Veja aqui o documento.

Segundo, há uma crescente base empírica de desaprova tais métodos de remuneração dos professores.

Veja aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Quando dizemos que Aécio representa a aplicação plena das políticas dos reformadores empresariais da educação, estamos falando disso.

Sobre a política de bônus pode-se ler mais aqui e aqui.

Esta política repassa para o professor a culpa de todas as mazelas históricas e sociais que afetam a educação no Brasil. E por aí vai o Programa…

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em A proposta PSDB 2014, Avaliação de professores, Links para pesquisas, Meritocracia, Privatização, Responsabilização/accountability e marcado . Guardar link permanente.

36 respostas para Aécio propõe remuneração variável do professor

  1. André Luís disse:

    “Esta política repassa para o professor a culpa de todas as mazelas históricas e sociais que afetam a educação no Brasil. E por aí vai o Programa…”

    Caro professor, lamento discordar da sua afirmação acima, que no meu entender tem um tom vitimizador. Tenho uma visão diferente. Não há penalização do professor. Entendi que nenhum professor receberia menos do que recebe atualmente, mas aqueles que, apesar das mazelas históricas e sociais, conseguirem ir além com seus alunos, serão beneficiados por isso. E esta é uma forma justa, apesar de não ser a única, de reconhecer o brilho destes profissionais.

    • Alê M. disse:

      não funciona assim nem com executivos em grandes empresas. e não é o caso.

      e tem outro aspecto não tratado no texto: quem disse que o sucesso de um aluno pode (e deve) ser medido assim? qual a (real) função da escola? do professor? do educador?

      sinceramente? tudo isso remete a uma visão de mundo desestimulante! 😦

    • Andréia disse:

      A proposta dele é a mesma em vigor no governo do Estado de São Paulo, só reafirma os baixos salários pagos para professores. Se o salário fosse digno não era necessário bonificação.
      Professor não quer bônus, mas sim um salário decente.
      Eu exonerei da rede estadual paulista, por considerar o salário lastimável. E conheço vários que fizeram o mesmo.

  2. Claudia Lopes disse:

    Há penalização pois a aprendizagem envolve vários fatores externos, sociais e familiares, que não dependem única e exclusivamente da capacidade e vontade de ir além com seus alunos.

    • André Luís disse:

      Mas Claudia, haveria penalização se o professor passasse a receber menos do que recebe hoje, o que não é o caso. Ele não perde, mas pode ganhar mais. Imagina os casos de professores de escolas que atendem à mesma comunidade. Mas um consegue melhorar o ensino, e também a aprendizagem, através de uma boa gestão de classe, por exemplo, enquanto um outro não.
      Este que conseguiu a melhoria precisa então ser penalizado e deixar de ganhar mais pelo seu trabalho porque um outro professor não conseguiu, mesmo atendendo o mesmo público?
      Isso seria equalizar por baixo.

      • theo disse:

        Você está tratando a escola como uma empresa, existem milhares de fatores que explicam o rendimento de uma turma e não são testes padronizados que indicam objetivamente a qualidade da educação, inclusive porque esses textes podem e são burlados. Se você aumenta a remuneração de um profissional e não de outro ocorre sim penalização, ainda mais tendo em vista o que acabei de dizer sobre as condições que resultam no aprendizado.

  3. Isto já é feito no Estado de São Paulo. Os resultados estão aí para serem observados. Foi praticado nos Estados Unidos e os resultados também estão lá para serem observados. A mensagem é que os problemas educacionais podem ser resolvidos pelo professor, basta que ele se esforce. E para os que se esforcem, mais dinheiro.

    • André Luís disse:

      Eu não sou a favor de limitar os ganhos, bonificações, premiações, ou outras formas de reconhecimento de professores que conseguiram ir além, apesar das mazelas sociais, enquantos os problemas sociais e/ou estruturais da sociedade e da educação não forem resolvidos totalmente.
      São duas iniciativas que precisam andar juntas.

  4. Claudia Lopes disse:

    O público não é o mesmo, cada escola e sala tem seus alunos com diferenças e especificidades…não depende somente do professor se esforçar ou não. Aquele que se esforça e não alcança seus objetivos faz o quê com os alunos que ele sabe que tem dificuldades que estão fora do seu alcance? Coloca pra fora da escola para que só fiquem os bons na sua sala?

    • André Luís disse:

      Claudia, ninguém está falando para colocar alunos com mais dificuldades para fora.
      Essa é a única justificativa para um professor desempenhar melhor do que outro: a sorte de pegar bons alunos?

      • Kamila disse:

        Não é a “sorte” de pegar bons alunos, o que acontece é que essas avaliações não refletem o que realmente acontece na sala de aula. Muitas vezes um professor recebe um aluno que não sabe ler e escrever nada e com seu trabalho faz co mque comece a ler palavras e escrever textos curtos, mesmo com sua dificuldade em aprender. Porém o que se espera desse aluno nas avaliações vai além daquilo que ele conseguiu alcançar e de toda sua evolução apesar das dificuldades. Essa avaliações não mostram esse aluno que melhorou muito com a ajuda excepcional de seu professor, mas que infelizmente não conseguiu alcançar o nível desejável para o governo. Se for atrelado um bônus ao salário do professor por esse tipo de avaliação que padroniza o desenvolvimento quantitativo, porém não valida o crescimento qualitativo do aluno em salad e aula, aquele professor que tão duro trabalhou para evolução daquele aluno não se sentirá valorizado. São coisas que só quem está dentro da sala de aula percebe e conhece…

      • André Luís disse:

        Kamila, concordo com você! Existem limitações importantes nas avaliações externas. Infelizmente, como disse em outro post, a academia não foi capaz até o momento de desenvolver uma avaliação capaz de mensurar outras dimensões do trabalho da escola, em larga escala, para suportar politicas públicas. Vamos com o que temos no momento e buscando a melhoria continua!

      • theo disse:

        Hoje em dia, com o atual sistema educacional, sim. Com excessão dos exemplos que são fortemente propagados pela mídia. É uma precariedade grande demais para colocar na conta do professor

      • Jean disse:

        Prezado André. Discordo completamente em sua afirmação “academia não foi capaz até o momento de desenvolver uma avaliação capaz de mensurar outras dimensões do trabalho da escola, em larga escala, para suportar politicas públicas”. Não é uma questão de capacidade, mas sim do volume de dados e variáveis. Mensurar é uma das mais difíceis tarefas no campo das ciências exatas, principalmente no que tange as medições latentes do indivíduo. Ainda, para mensurar é preciso classificar e categorizar, e são variáveis subjetivas de certo modo, e que dificilmente considerariam todas as “dimensões”, como você mesmo afirma.

      • Andre Luis disse:

        Jean, obrigado pelas suas observações. Talvez a leitura do meu post possa ter sido interpretada de uma forma negativa, com se fosse uma incompetência técnica, absolutamente, mas a sua resposta apenas reforça o que escrevi. Devido a diversos fatores, ainda não foram capazes de desenvolver uma avaliação capaz de refletir as diversas dimensões de uma escola / sala de aula e que ajude a desenvolver políticas públicas.
        Mas isso não é motivo para não usarmos o que já temos em mãos, que longe de perfeito, é melhor do que não ter ou não fazer. Com a prática vamos melhorando. Como o professor bem colocou em diversas ocasiões, as avaliações são sujeitas a erros, podem não serem bem efetuadas, etc,, e as avaliações que criticam a premiação / bonificação também podem estar incompletas e com esses mesmos erros..
        Apesar de poderem cometer injustiças, e apenas avaliarem português e matemática, ainda assim é preferível beneficiar os que se destacam a não se fazer nada.

      • Jean disse:

        Caro André. Complementando a discussão, eu acho que estimular os professores com “bônus” não é de todo ruim. Eu sou contra associar os ganhos salariais com a aprendizagem dos alunos. Por exemplo, de maneira geral, nas universidades públicas federais (por exemplo), existe um sistema de progressão pautado em ensino, pesquisa e extensão, em que a cada dois anos o professor é avaliado e, dependendo de determinadas regras de pontuação de cada universidade, ele pode adquirir um nível na progressão horizontal (de I à IV) ou vertical, de adjunto para associado. De qualquer forma, nenhuma destas progressões levam em conta a aprendizagem dos alunos. Isso, por um simples e óbvio motivo, o professor é um facilitador/mediador da aprendizagem. É sabido que o professor pode utilizar as melhores metodologias de ensino, com os melhores recursos tecnológicos, as melhores bibliotecas; mas se o estudante não “sentar e estudar”, tudo será em vão. Tanto que, se você buscar os índices de reprovação e desistência na UNICAMP, por exemplo, não são baixos; e nem por isso os professores são de “baixa qualidade” ou “não fazem nada”. Na questão escolar, o meu ponto é muito simples: mudar o papel do professor na escola. No Brasil o professor ainda é visto como um “dadeiro de aulas”, visto como profissão de conhecimento “inato”. Esse é o erro. Certamente se o professor fosse encarado enquanto professor-pesquisador (da própria prática), poderíamos hoje ter professores publicando em congressos, participando dos processos educacionais e das políticas públicas. Mas ora, o professor da rede pública normalmente recebe por hora-aula, e nada mais. Isso quando ele sequer pode se alimentar da comida da escola, o que é um absurdo! é sub-humano. Se a escola se aproximasse do modelo da universidade, em que o professor tem “tempo para pensar”, para corrigir provas, para participar de congressos, eventos, etc…. aí sim poderíamos pensar em bônus por progressão ou mérito. Mas sinceramente André, da forma como está sou totalmente contra, uma vez que se houverem parâmetros para a progressão, certamente serão distorcidos e até manipulados em prol de determinadas escolas ou professores. Reflexão de quem hoje é professor em universidade federal e já foi professor efetivo na rede do estado de são paulo. Att.

      • André Luís disse:

        Jean, muito obrigado pelos seus comentário!
        De fato não é uma equação sim! Diversos fatores relacionados ao aluno, sua família, comunidade, condições sociais, ambiência escolar, gestão da escola, qualidade do professor, influenciam na melhoria da aprendizagem do aluno. O aumento do salário de um professor, por exemplo, não poderia estar somente relacionado à quantifade de títulos que possui, artigos que publicou, tempo de casa, como vejo em algumas instituições, sem que a qualidade de sua aula fosse mensurada também. Uma avaliação qualitativa e quantitativa envolvendo diversos atores no processo ensino-aprendizagem seria o ideal e aproximaria mais da realidade da sala de aula. Infelizmente, fazer isso em larga escala é financeiramente inviável. Dar aumento para todos os professores, como muitos defendem fervorosamente, na minha opinião, é tão ou mais injusto do que o processo atual de premiações, pois beneficiaria um grupo enorme de profissionais despreparados e descompromissados. Seria um uso indevido do dinheiro público. O que fazer num cenário desses?!
        Com tantas defesas sobre o impacto das condições sociais sobre o resultado acadêmico do aluno, sendo este o principal fator, creio que erramos em defender mais recursos do pre-sal para a Educação. Estes recursos deveriam ter ido na sua maior parte para a saúde e outros programas sociais. Assim teríamos maios chances de melhor a educação do nosso país.
        Mas agradeço novamente seus relevantes comentários!

  5. Claudia Lopes disse:

    Aiaiai…ok, vc venceu!! Viva a meritocracia!

  6. Claudia Lopes disse:

    Exato Kamila…os objetivos a que me referi são esses esperados pelos testes padronizados…bem colocado!

  7. Priscila Uliam disse:

    A meritocracia via avaliações externas parte do pressuposto de que as realidades sociais e culturais são as mesmas em todas as escolas. Quem já trabalhou em uma escola de periferia sabe que a meritocracia, acompanhada do ranqueamento só aumenta as desigualdades entre escolas. Não é verdade que o sistema de bonificação é justo. Muitas vezes, o trabalho dos docentes de escolas que não tiveram bom desempenho nas avaliações é muito mais intenso que o trabalho dos professores que trabalham em escolas que tiveram sucesso nas avaliações. Há outras dimensões do trabalho docente que as avaliações externas não comportam, avaliar os professores desta forma é um equívoco.

    • André Luís disse:

      Priscila, acho que tem dois pontos importsntes a serem considerados:
      1. As avaliações externas são limitadas e de fato não considera todos os fatos que influenciam o desempenho devuma escola. Contudo, em décadas e décadas, a academia ainda não conseguiu uma forma melhor de avaliar as escolas em larga escala, para ajudar a definir politicas públicas. Então, vamos com o que temos;
      2. Não sou a favor de comparar escolas. Não me parece justo ou correto. Mas a meta de melhoria de uma escola tem que ter ela mesma como referência. Sem comparações externas.

      Considerando o item 2 acima, sou a favor de um profissional receber mais se foi capaz de ir além.

  8. Claudia Lopes disse:

    Nossos objetivos em sala de aula são individuais, aluno por aluno, e isso não pode ser medido por um teste que generaliza a aprendizagem e não reflete a realidade dessa evolução.

    • André Luís disse:

      Claudia, se o trabalho um a um na sala de aula for bem feito, respeitando a individualidade e necessidades de cada aluno, maiores as chances desse trabalho ser refletido nas avaliações externas, por mais que esta ignore uma série de fatores importantes, como as competências socioemocionais, por exemplo.

  9. Claudia Lopes disse:

    Conhece o GERES? Procure informações sobre essa forma de avaliação que foi formulada pelo LOED na Unicamp, verá que a academia conseguiu sim uma melhor forma de avaliar os alunos e consequentemente a escola e suas especificidades.

  10. Há uma fonte de variabilidade que não está sendo considerada. André parte da ideia que é fácil encontrar a diferença de empenho dos professores. Não é assim. São usados métodos estatísticos e como demonstrei com os estudos citados, tais métodos não são adequados e promovem injustiças entre os professores. Além disso, somente são medidas as disciplinas de portugues e matemática. E o desempenho dos outros, como ficamos sabendo que são bons ou não, comparativamente, se não há avaliação do aluno? Nos Estados Unidos alguns lugares aplicam para os demais professores das outras disciplinas a mesma nota atribuida ao professor de leitura ou matemática. Ou seja, não há como medir de forma justa. Bônus e pagamento diferenciado só pode ser defendido se tivermos fé. Mas fé não é uma boa companheira para se fazer ciência. Os dados empíricos estão disponíveis e não referendam.

  11. O método não é preciso, mas pior é não fazer nada – argumenta-se. Este é o tipo de argumentação que trata a educação como doente terminal. Não se sabe se o remédio cura, mas pior é não fazer nada.
    É como digo: quem acredita em bônus o faz por uma questão de fé. Não há como convencer. Nem pelos fatos.

    • Andre Luis disse:

      Se sabe que o remédio cura, mas não à todos ainda. Então não aplicar a ninguém porque não cura à todos? E sabemos que mesmo os remédios mais testados e confiáveis, tem efeitos colaterais ou não funcionam em 100% da população.
      Desculpe discordar, mas os fatos que apresenta não são suficientes na minha opinião para retirar essas iniciativas, mas sim para funcionar como um alerta importante para melhorarmos os processos, tornando-os cada vez mais justos e assertivos.
      Para mim, esse é um dos problemas da educação: se não está perfeito, não façamos nada até estar perfeito. Talvez por isso a educação ande a passos tão lentos, quando comparada com as evoluções em outras áreas.

      • Só um detalhe: isso não é ético. Não se mexe com a vida das pessoas com soluções que sabemos de antemão são injustas.

      • Andre Luis disse:

        Deixe-me corrigir professor. O senhor tem razão. A palavra não foi adequadamente utilizada, Mas não ter um modelo de avaliação que atenda a 100% dos casos não torna o processo antiético. Ele precisa ser ajustado, pois não existe, e talvez não exista um modelo 100% confiável.

  12. Elainr disse:

    Bom, como professora da rede estadual de Minas Gerais onde o proposto pelo candidato já foi implementado posso falar que o sistema é completamente falho! Primeiramente, o estado, assim como as secretarias não conseguem avaliar um professor para poder verificar como será pago o prêmio de produtividade (sim, é assim que é chamado aqui, como se o aluno e seu conhecimento fossem um simples produto), desta maneira é calculado com base na avaliação das escolas que fazem a parte de uma determinada regional e da escola como um todo… Comparar escolas sem avaliar seu contexto socioeconômico é de um falta de noção sem tamanho… O prêmio de produtividade pago é algo irrisório, pago com anos de atraso (no inicio deste ano foi pago o de 2012) e que não serve de estimulo como é apresentado…. A maioria dos professores em Minas Gerais não são concursados, e sim contratados, e por isso, muitas vezes, não tem escolha de permanecer em uma escola e dar continuidade ao seu trabalho e desta maneira contribuir de maneira ativa para a melhoria de uma escola … A vida escolar de um aluno e de uma escola não é algo que se constrói em um ano, é uma trajetória! Justo seria que nós recebêssemos um salário que propiciasse estimulo profissional sem depender de prêmios fajutos… Tenho estimulo diários que partem dos meus alunos que reforçam todos os dias minhas escolhas profissionais e ideológicas, mas elas não podem ser o único incentivo de um professor!

  13. Silvio Benitez disse:

    Estou pesquisando a “conquista” do melhor IDEB do Brasil do município de Foz do Iguaçu e posso afirmar que não tem nada a ver com qualidade da educação, foi estabelecido uma politica meritocratica que premia o professor com 14º e 15º salário e o que se vê é só formas de burlar o sistema pra ganhar o prêmio, a escola que pontuou menos teve 6,2 de Ideb e a maior 8,6 considerando a media nacional 5,0 e a média européia 6,0 e ainda que a média de 2009 era 4,2 . Não vou de maneira alguma desmerecer o esforço dos professores em atingir meta, o que foi feito foi simplesmente um trabalho focado em Português, Matemática e a aprovação automática e alunos ou liberação de fluxo, que são os únicos critérios de avaliação da qualidade de Educação, além de outros “efeitos colaterais” da implantação em larga escala segundo Diane Ravitch, em sua obra “Vida e Morte do grande sistema escolar americano”, e ainda a conclusão do professor Dr Luiz Carlos de Freitas o objetivo é a RESPONSABILIZAÇÃO, MERITOCRACIA E PRIVATIZAÇÃO, não deu certo nos Estados Unidos mas tão implantando no Brasil. Escola é escola não é a Casas Bahia.

  14. Mirella disse:

    Não precisamos de bônus, precisamos de salário digno, salas com limites de alunos, um revisão no currículo. Precisamos da valorização do professor. Em todos os estados que o PSDB instalou seus programas educacionais eles simplesmente não funcionaram, pois ele coloca todos os problemas educacionais nas costas dos professores. Eu não quero bônus, eu quero valorização salaria! Não dá para tratar uma escola como empresa. Minas Gerais tem um dos menores salários de professor do país.O tal candidato não fez nada pela educação do estado. O PSDB não faz nada pela educação de SP. Além da política do terrorismo e da perseguição contra os que reivindicam com toda razão melhorias para a rede. Esse programa educacional é uma afronta a todas as lutas da categoria. UMA AFRONTA!

  15. Felipe Oliveira disse:

    Fiquei preocupado com parte dos comentários… penso no futuro dos alunos cujos professores aprovaram todos com mérito para receber uma bonificação no final do ano! Proposta patética! Aumenta o salário base e pronto! É mais um sistema que favorece a corrupção.

    • André Luís disse:

      Felipe, isso de fato é preocupante, mas acredito que seja exceção. Não posso crer que a maioria dos professores aprovaria seus alunos para ganhar um bônus, até porque se o aluno não aprender, não irá bem na avaliação.

      Se crermos que a maioria dos professores faria isso, burlaria o sistema, então de fato o futuro do país estaria seriamente comprometido, pois com ou sem sistema de bonificação, o que esses professores ensinariam dentro de sala de aula com seus exemplos e opiniöes já seria suficiente para estragar a cabeça de milhares de crianças e jovens.

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