SP: jogando dinheiro fora e destruindo relações

O Governo de São Paulo gastou, em 2015, um bilhão de reais em bônus para servidores das escolas do estado, jogando no ralo toda esta dinheirama que não melhorou a  educação no Estado, como reconheceu o Secretário ao afirmar ontem que tem vergonha dos números da educação em São Paulo.

É um dinheiro que é malgasto. Bônus nunca melhorou a educação em nenhuma parte do mundo. A Cidade de Nova York, de onde São Paulo copiou a moda, já parou há muito tempo de pagar bônus e a argumentação de Bloomberg, então Prefeito que implantou e o suspendeu, foi exatamente a de que não queria continuar jogando dinheiro no lixo. São Paulo continua a jogar. O Estado utiliza a solução há mais de uma década sem que tenha nenhum sucesso (veja aquiaqui e aqui também).

O mais grave é que o governador em uma política irresponsável para jogar professores e servidores contra os estudantes nas escolas ocupadas, anunciou que não pagará bônus às escolas ocupadas.

Quer o governador com isso, mobilizar professores e servidores contra os estudantes. Como se vê, estas políticas não têm limites. Preferem, para garantir sua implantação, destruir as relações entre professores e estudantes, a fazer uma autocrítica. São políticas suicidas. Para isso serve a política de bônus, ou seja, para pressionar escolas e seus profissionais.

Este é o caminho em que os reformadores empresariais da educação estão pondo a educação brasileira. Os estudantes estão fazendo sua parte. Os professores, especialmente, devem se levantar em defesa de seus estudantes e da escola na comunidade dos seus estudantes. No futuro, serão cobrados por isto.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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4 respostas para SP: jogando dinheiro fora e destruindo relações

  1. M. Estela S. Betini disse:

    Se há ou não resultados positivos na educação, mesmo que seja dentro das metas fixadas pelo próprio governo, não importa. O que está em jogo? Não é a educação, mas os benefícios que reverterão nas eleições de 2018 ao partido do governador, pelos grandes empresários. O que o governador faz é beneficiar esse setor, os que querem apostar no “negócio das escolas” (não educação).

  2. Edna Cara disse:

    Desde o govetno Covas que a educação vai de mal a pior.Essa malfadada política de bônus reflete como o dinheiro que o Fundeb que o governo federal envia é desviado de sua função.Vergonhoso,dirigentes,supervisores,diretores ganhando bônus polpudos e nada fazem para melhoria do ensino.Os professores que ficam na linha de frente com classes superlotadas,em péssimas condições,sem material adequado sofrem todas as consequências desse desmando.Sem aumento de salário,nem a reposição da inflação,sem convênio médico decente tem que sobreviver a tantas violações de seus direitos. O pior é a arrogância do Alckimin e seu secretário que não admitem tantos erros e insistem com essa política de bônus,e desrespeito à educação insistindo que todos são do PT e tudo é política.Pior que errar é insistir no em não reconhecer esses absurdos.Humildade se faz necessário para essa dupla nefasta de truculentos.

  3. Luciano Farias disse:

    Por que não se faz uma política séria? O engodo sempre sai mais caro!

  4. A bonificação é uma política sem sentido educacional, utilizada apenas para chantagear.

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