UNICAMP condena invasão de universidades

Em defesa da liberdade e da autonomia

Autonomia universitária e liberdade acadêmica afirmaram-se como os dois principais valores defendidos pelas universidades que assinam a Magna Charta Universitatum (MCU), documento internacional que estabeleceu os princípios fundamentais das escolas superiores, em 1988, por ocasião do 900º aniversário da Universidade de Bolonha. Conforme amplamente noticiado, os 30 anos da primeira edição do documento, do qual a Unicamp é signatária, foram celebrados na Universidade de Salamanca, em setembro, quando os valores estabelecidos pela Magna Carta foram reiterados.

O Brasil, por sua vez, estabeleceu a autonomia universitária como princípio constitucional consagrado em 1988. No ano seguinte, esse princípio foi aplicado em sua plenitude nas três universidades públicas de São Paulo com a instituição do regime de autonomia financeira com vinculação orçamentária, o que produziu impactos significativos na produção acadêmica destas instituições. De maneira objetiva, elas podem demonstrar isso por meio de indicadores de qualidade e de produtividade, que abrangem o ensino, a pesquisa e os serviços prestados à comunidade.

No momento em que a sociedade brasileira atravessa um novo período eleitoral para a Presidência da República e Governos Estaduais, é mais que oportuno destacar os princípios estabelecidos na Constituição Brasileira e na Carta Magna de Bolonha como norteadores das políticas públicas voltadas para o ensino superior. Autonomia universitária e liberdade acadêmica constituem pilares indispensáveis para que as universidades cumpram sua missão social, razão pela qual os poderes públicos devem garantir e promover o respeito a estas prerrogativas.

Nunca é demais lembrar que nenhum país conseguiu atingir um ritmo progressivo e sustentável de desenvolvimento econômico e social sem a construção de um sólido sistema universitário. Por sua vez, não é possível consolidar as bases de um ambiente acadêmico eficiente sem a garantia do livre debate de ideias e preservação das liberdades civis, que garantem a todos os cidadãos o direito de assumir e externar livremente suas convicções, sem sofrer perseguição de qualquer governo, instituição ou grupo social.

A Unicamp, que sempre valorizou a discussão de temas fundamentais para a sociedade brasileira, vem a público reiterar a defesa dos princípios indispensáveis às atividades universitárias, num ambiente de tolerância, respeito e responsabilidade. No atual contexto brasileiro, reconhecer, respeitar e valorizar a liberdade acadêmica e a autonomia universitária constitui não apenas um ato de justiça, mas uma medida estratégica para o desenvolvimento do país.

Reitoria da Unicamp

Campinas, 26 de outubro de 2018.

Baixe aqui o texto.

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Frente evangélica propõe “revolução” na educação

Bancada evangélica no Congresso divulga documento que apresenta sua proposta de trabalho para os próximos anos e mostra a que vem a atual radicalização da política brasileira. Em sua apresentação diz:

“De fato, para além da pauta tradicionalmente por nós defendida, – de preservação dos valores cristãos e de defesa da família -, compreendemos que é chegada a hora de darmos uma contribuição maior à sociedade, a qual seja consentânea aos mais de 45 milhões de eleitores brasileiros que professam a fé evangélica. Nesse sentido, cerca de 180 parlamentares federais que comungam dessa visão de mundo foram eleitos no último pleito, o que por si só demonstra a importância deste documento programático, o qual servirá de base de atuação da Frente Parlamentear Evangélica na próxima legislatura.

Estruturado em 4 eixos principiológicos que se subdividem em 16 diretrizes, o plano “O Brasil para os Brasileiros” é um verdadeiro planejamento estratégico. Fundado sobre os eixos MODERNIZAÇÃO DO ESTADO, SEGURANÇA JURÍDICA, SEGURANÇA FISCAL e REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO, o plano foi confeccionado para oferecer soluções para os principais gargalos do desenvolvimento nacional.”

Abaixo segue um “aperitivo” das recomendações para a área da educação:

MÉRITO: A BASE DE UM SISTEMA EDUCACIONAL DE SUCESSO

 Valorizar e incentivar o mérito em todo o sistema educacional nacional como condição do sucesso individual e, por extensão, no sucesso do Brasil. A tragédia que se instituiu no Brasil nas últimas décadas teve como uma das causas o desprezo pelo esforço, pelo estudo, pelo mérito conquistado ao longo do tempo, em benefício do caminho mais curto da demagogia, do uso político-partidário das escolas e universidades públicas, que se tornaram instrumentos ideológicos que preparam os jovens para a Revolução Comunista, para a ditadura totalitária a exemplo da União Soviética e demais regimes sanguinários.

A destruição dos valores e princípios do mérito escolar e do mérito acadêmico universitário contribuiu para a violência contra a civilização judaico-cristã, atingindo duramente o Cristianismo, tal como aconteceu na URSS e demais Estados totalitários, como na Itália Fascista e na Alemanha Nacional-Socialista, China, Cuba etc. O mérito é rigorosamente democrático, todos podem conquistá-lo.

O democratismo comunista é a destruição do ensino de qualidade, pois, quanto mais ideológico, mas ele se torna improdutivo, ineficiente e corrupto. O populismo educacional gerou incompetentes em todas as profissões, e as pessoas só conseguem superar esse atraso quando resistem a essa pressão e estudam por si mesmas.

A corrupção dos valores e princípios da meritocracia atinge duramente a qualidade da Educação, que é sempre universal. Não existem Ciências Naturais que somente tenham validade no Brasil. Quem não sabe Ciências e Matemática no Brasil não sabe em nenhum lugar no mundo. Portanto, o demérito não resolve nenhum problema de Educação, e cria todos os gravíssimos problemas que resultaram no gigantesco atraso do Brasil.

Educação é sistema insustentável ou sustentável. A sustentabilidade se forma quando todo o sistema, da Educação Básica ao Doutorado, se baseia na meritocracia. É isso que colocará o Brasil no grupo das nações mais desenvolvidas do mundo, pois a Ciência & Tecnologia são resultado da Educação. O Brasil é muito forte em Commodities, mas na criação de tecnologia temos somente 0,1% das patentes mundiais. O Brasil não cria patentes. Para começarmos a vencer esse atraso impressionante é necessário termos um sistema de ensino fundado na meritocracia, em permanente ascensão de conhecimento, sempre visando a mais alta qualidade em todas as etapas, da Educação Básica ao Doutorado. Mesmo aqueles que terminarem seus estudos na Graduação, terão excelente nível para trabalharem em todas as áreas que escolherem.

 O mundo contemporâneo no Século XXI é e será cada vez mais competitivo e exigente. Portanto, todas as sociedades que ainda praticam uma educação ideológica, populista e demagógica, vão cada vez mais ficando para trás, e jamais conseguirão superar o abismo crescente que as separam das mais avançadas, já que estas sempre avançam mais, melhor e mais rápido. É uma condenação milenar ao atraso e à dependência em tudo. As sociedades mais avançadas do mundo não discutem a meritocracia como solução, pois todas são necessariamente meritocráticas, e desconhecem o populismo e a ideologia na educação, por isso são extremamente avançadas” (p. 53).

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Blikstein: a pedagogia do WhatsApp

“Olhei o programa [de educação] de Bolsonaro com a mente aberta. É positivo que ele fale sobre a “qualificação crescente” do professor brasileiro. Mas o resto, quando não é bordão, anuncia um futuro perigoso. As propostas mais famosas são exatamente as de resultado zero.”

Leia aqui.

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Bonadia examina a educação sob Bolsonaro

Um excelente documento de Fernando Bonadia examina o programa do PSL para a gestão Bolsonaro:

Baixe a íntegra aqui.

“No plano educacional, assim como em outras dimensões aqui não analisadas, o programa do PSL é a continuidade piorada do governo Temer e do PSBD que o carregou.
As razões aqui expostas evidenciam que o ideal de gestão da educação pelo PSL se aproxima da autocracia.

Com o intuito de conter os conflitos e as formas rebeldes que naturalmente emergem na democracia, o partido procura instituir o autoritarismo da forma mais violenta possível, repleta de ódio. O educador que não votaria em Temer, não votará em Bolsonaro. Como desabafou o poeta Arnaldo Antunes (2018), “ainda é tarde de menos para conter o ódio, o horror e o ódio, ainda dá”…

Estudantes e educadorxs democráticxs votam 13, em Haddad, não para estancar a luta, mas para poderem continuar lutando por uma sociedade mais igualitária e livre, mais justa e mais independente. Mais educada.”

Baixe a íntegra aqui.

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Saviani: uma democracia suicida?

Dermeval Saviani examina as eleições 2018:

“Hoje, no Brasil, estamos diante de uma verdadeira “democracia suicida”, ou seja, as próprias instituições ditas democráticas golpeiam o Estado Democrático de Direito pela ação articulada da grande mídia, do parlamento e do judiciário. E esse suicídio estará consumado se Bolsonaro for eleito. Aí, legitimado o golpe pelas urnas, a democracia terá se matado a si mesma, pois o atual Estado de exceção continuará vigorando pela ação de agentes que irão se vangloriar de terem sido eleitos democraticamente.

Cabe, porém, contrapor-lhes que se trata de uma democracia mutilada por regras do jogo espúrias excluindo da disputa por meio de condenação sem provas o candidato que tinha a preferência majoritária da população. Assim, já tivemos uma democracia ultra restrita na República Velha com as eleições a bico de pena substituindo o voto censitário do Império; a democracia restrita da República populista que, quando ameaçava ampliar-se, foi vitimada por um golpe militar que instituiu uma democracia excludente; e agora busca-se impor ao povo brasileiro uma democracia suicida.

É a esse estado de coisas que precisamos resistir. E o primeiro ato de resistência será impedir a eleição do ex-capitão votando em Haddad que representa a democracia contra o autoritarismo. Impediremos, assim, o suicídio de nossa jovem e ainda frágil democracia.”

Leia a íntegra aqui.

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Zárate: capitalismo tornou-se incompatível com a democracia

O presente momento da democracia brasileira pode ser melhor entendido a partir de dois textos de Gonzalo Fernández Ortiz de Zárate, do “Observatorio de Multinacionales en América Latina”. Explica porque os empresários fazem vistas grossas a Bolsonaro e flertam com o autoritarismo, em troca da implantação do liberalismo econômico de Paulo Guedes. Bolsonaro é apenas um joguete nas mãos das corporações, com consequências trágicas para o país e para a democracia.

“A democracia é, sem dúvida, uma das principais vítimas da profunda crise atual. Estamos testemunhando o desmantelamento progressivo dos princípios políticos que não muito tempo atrás pareciam hegemônicos: a soberania popular, direitos humanos, cidadania, representação, separação de poderes, primazia da política sobre a economia… que agora se tornaram letra morta.

Não nos enganemos, esses princípios foram sempre mais um conto do que uma realidade, escondendo em suas práticas uma matriz colonial, patriarcal, classista, apoiada sobre desigualdades significativas e no uso de uma matriz estrutural violenta. Apesar disso, era um modelo de democracia de baixa intensidade que permitia, fundamentalmente no Norte global, determinados espaços de decisão popular. Precisamente hoje, não somente estes, mas até mesmo o conto do estado de direito e da arquitetura multilateral para a defesa dos direitos humanos estão na mira do sistema.

Eles já não são funcionais a ele: o capitalismo é incompatível com a democracia e para que possa sobreviver num momento particularmente crítico, lança um xeque-mate ao imaginário e ao modelo existente desde meados do século passado.”

Leia a íntegra aqui.

Leia também aqui, outro texto do mesmo autor.

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Já não estamos em uma democracia: há medo

Há uma especulação sobre o futuro da democracia no Brasil pós-eleição. Boa parte acha que as ameaças de Bolsonaro são só isso, ameaças. Dessa forma, não haveria por que nos preocuparmos com um eventual ataque à democracia no futuro. As instituições funcionariam.

Este raciocínio tem várias falhas: primeiro, a democracia liberal está em crise em boa parte do mundo – é bom se preocupar. Segundo: o fato é que já não estamos mais vivendo em uma democracia plena no Brasil. Há medo nas ruas e nas casas. Mesmo que as instituições estejam funcionando no atacado, o mesmo não ocorre no varejo.

Uma das características da democracia é que podemos expressar nossas opiniões sem risco de sermos perseguidos – não apenas pelo Estado, mas também em nosso convívio com os demais. Isso já não existe mais por aqui. Tem gente morrendo, tem gente sendo calada. Qualquer um que discorde das teses de Bolsonaro, está sob risco em seu dia-a-dia.

Há milícias informais cerceando o direito à opinião e à livre manifestação. Seu persistente apelo à violência desenvolve tais grupos nas comunidades, em empresas e outros espaços. Os vigilantes de Bolsonaro estão sempre dispostos a provocar, pressionar e agredir. Algo assim ocorreu em 1964 com os chamados “Comandos de Caça aos Comunistas” (CCC) constituídos por civis. Pessoas que já viveram em ditaduras podem perceber este clima rapidamente.

Bolsonaro cria uma ambiência que instala um poder que exige lealdade, adoração e se impõe pelo medo: eis alguns dos ingredientes do fascismo. Temos um candidato a presidente que incita à violência em um dia (“vamos varrer estes bandidos vermelhos”), e no outro, ante fatos violentos concretos – verbais ou físicos – se omite e diz que não tem nada a ver com isso (“são apoiadores voluntários”).

Temos ameaças de membros de seu grupo político íntimo circulando pelas redes e quando elas se tornam públicas e revelam alguma possibilidade de gerar consequências para seus autores, estes dizem cinicamente que foram mal interpretados, pedem desculpas – mas continuam pensando da mesma forma e incitando à violência.

Os meios de realização da propaganda eleitoral foram sequestrados e financiados pelo “dark money empresarial” para que direcionem resultados eleitorais. A justiça eleitoral é impotente para controlar.

Militares da reserva são a ancoragem técnica do candidato, aliados a defensores do livre mercado. E o mercado? Ao mercado, como sempre, pouco importa a democracia, desde que o lucro esteja assegurado. A junção “militares/livre mercado” foi a base do pinochetismo no Chile.

Todos os instrumentos voltados para a manutenção da democracia falham com estas pessoas, pois as regras da democracia supõem seu exercício em um ambiente ético, que estas não possuem e nem desejam. E a democracia patina, tarda e falha.

Infelizmente, o resultado de hoje é produto do golpe de 2016. Seus apoiadores foram advertidos por vários democratas sobre os riscos que corriam: “sabe-se como um golpe começa, mas não se sabe como ele termina”. Eis mais um capítulo ao vivo.

O momento que vivemos não é uma questão de PT ou não PT. Não é também uma questão “entre extremos de direita e de esquerda” como sugere um ministro do STF. Não vejo ninguém à esquerda pregando a violência, afrontando a democracia. Portanto, esta fala, no fundo, apenas deixa o fascismo confortável e favorece o seu avanço. O que está em jogo é uma opção entre democracia ou autoritarismo. Que fique claro para que não se alegue ignorância ou surpresa no futuro.

Mais ainda, o voto em branco, nulo ou mesmo a abstenção, em todas estas formas, ajudará Bolsonaro a se eleger, já que o que conta são os votos válidos e estes são calculados excluindo-se o voto em branco, nulo e as abstenções. O voto é o único meio a nosso alcance para conter as finalidades autoritárias do candidato.

Os fins não justificam automaticamente os meios. Para que os fins possam justificar os meios, é preciso que os fins sejam, em si mesmos, declarados justos e éticos. Creio que é justo e ético colocar meu voto (um meio) contra o autoritarismo de Bolsonaro (um fim injusto e anti-ético como já é possível vivenciar através de sua campanha) e isso, por si só, justifica meu voto em Haddad ou em qualquer outro que, como ele, estivesse contra tal autoritarismo neste momento – não importando qual partido esteja Haddad representando.

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Bolsonaro e as creches “religiosas”

Da mesma forma que nos Estados Unidos, o assalto das igrejas às verbas públicas está em vias de ser oficializado por Bolsonaro no Brasil. Ele quer colocar organizações sociais religiosas, como igrejas, para atender as camadas mais pobres da população (0 a 3 anos). A ideia é a dos vouchers, já comentado aqui em outra oportunidade.

O plano envolve o financiamento das igrejas para que elas exerçam seu proselitismo religioso com as crianças pobres desde a primeira infância, e com isso, o dinheiro público passa a financiar a atuação das entidades religiosas, através de vouchers – dinheiro que é dado aos pais para que ele escolha a escola do filho.

Além do assalto aos cofres públicos, uma família se vê obrigada a matricular seu filho em uma creche administrada por uma determinada igreja, pois na sua região não haverá uma escola pública, pois com o dinheiro público indo para a iniciativa privada, não será usado para expandir a rede pública, colocando a educação na dependência das entidades religiosas.

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CNTE: Haddad 13 contra o retrocesso

A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação – CNTE – divulga manifestação pelo dia dos professores, solicitando apoio a Haddad. Diz:

“Ao fazer a leitura do programa de governo do outro candidato, o capitão reformado Jair Bolsonaro, que tem 30 anos de vida parlamentar, fica nítida a intenção de desmontar a educação pública como dever do Estado, por meio da redução de investimentos por parte da União. Importante lembrar que ele votou a favor da Emenda Constitucional n. 95/2016, que reduz ano a ano os investimentos em educação até o ano 2036. Votou também a favor da Lei n. 13.365/2016, que reduziu os valores financeiros dos 75% de recursos do fundo social do Pré-sal destinado à educação. No seu programa está explícita a pretensão de entregar as escolas públicas à iniciativa privada, através das Organizações Sociais (OS). Quer ainda instituir a educação a distância para os estudantes do ensino fundamental e médio, tendo ele votado a favor da Lei n. 13.415/2017, que permite entregar as escolas de ensino médio para as OS, destinar 40% do currículo do ensino médio a distância e contratar pessoas sem Licenciatura para ministrar aulas. Ele compromete, no seu plano de governo, o futuro dos/as estudantes de Licenciatura e as condições de trabalho dos profissionais da educação ao indicar o fim do concurso público, permitindo a terceirização irrestrita. Ele votou a favor da Lei 13.429/2017 da terceirização irrestrita no setor privado e público e da Lei n. 13.467/2017, que promoveu a reforma trabalhista retirando direitos históricos da classe trabalhadora. Por essas razões entendo que esta candidatura representa retrocessos em nossas conquistas.

Ao comparar os planos de governo, percebe-se que o Brasil poderá seguir rumos bem distintos, o de desmonte da educação pública e da precarização de seus profissionais ou o rumo do diálogo para voltar a construir as políticas essenciais de inclusão na educação pública com a valorização dos seus profissionais.

É nesse sentido, que neste dia, de forma respeitosa, venho lhe pedir um voto de confiança. Como profissionais da educação temos um compromisso ético com a sociedade, não podemos permitir retrocesso de direitos, temos a obrigação como sujeitos esclarecidos que somos, de promover a reflexão crítica sobre a realidade e de orientar os que não conseguem alcançá-la por eles mesmos. Por isso, convido-lhe a engajar-se na Campanha HADDAD 13 PRESIDENTE, e no dia 28 outubro, para ter o Brasil Feliz de Novo, VOTAR 13!”

 Leia a íntegra aqui.

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Malvina Tuttman: preservar a democracia

Próximo à data em que se comemora o Dia do/a Professor/Professora, faço um depoimento no sentido de colaborar para o debate entre meus pares, estudantes e as pessoas que defendem a DEMOCRACIA, com todo o respeito ao contraditório.

Eu sou Malvina Tuttman, Professora Titular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Unirio, com 50 anos de pleno exercício profissional no magistério, na educação básica e na educação superior.

Como uma cidadã e na qualidade de educadora apaixonada defendo a democracia plena. Com a mesma veemência, combato o fascismo e o nazismo em todas as suas manifestações. Meus alunos e alunas são, certamente, testemunhas dessa minha forma coerente de estar no mundo.

No atual momento, o nosso país já vive situações alarmantes, que se assemelham, e servem como sinais de muita atenção, ao que houve de mais terrível na história mundial contemporânea: o nazismo.

Também, naquela época, por volta de 1939, as pessoas não acreditaram que seria possível ocorrer o holocausto – o assassinato   de milhões de pessoas que eram consideradas “indesejáveis”, motivado por diferenças étnicas,  religiosas e, por vezes, sócio-políticas, como os negros, os ciganos, os judeus, os gays, os deficientes físicos entre outras minorias.

Fica claro que os valores novamente estão perdendo o valor do humano, estão sendo banalizados, dando espaço para discursos de ódio, semelhantes aos que deram origem ao nazismo e ao fascismo, fazendo surgir no Brasil o fenômeno chamado “bolsonarismo”.
No atual momento das eleições de 2018, não se trata, como em anos anteriores, de fazer opção por um partido político. Trata-se da democracia versus uma escolha de um governo totalitário.

Portanto, é preciso união para fortalecer e manter o afeto, a solidariedade, o respeito ao diverso, a liberdade de expressão que caracterizam a democracia, e que são princípios defendidos pela maior parte da população brasileira, evitando, enquanto há tempo, um retrocesso social e político em nosso país. Ainda é possível evitar que o Brasil entre, vergonhosamente, para a história como o país que retoma o fascismo como forma de governo, em pleno século XXI.

Por isso, voto em Haddad e Manuela para a presidência do Brasil e em Eduardo Paes e Comte Bittencourt para governar o Estado do Rio de Janeiro e, assim, preservar a DEMOCRACIA no nosso país.

Muita esperança no nosso dia, e para além dele.  Beijo,

Malvina Tuttman

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Renato Janine: o bom negócio de Stavros

Stavros é o possível ministro da educação de Bolsonaro. Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da educação, analisa a proposta: “O ensino à distância de Bolsonaro vai ser um bom negócio. Para um certo Stavros Santhopoylos.”

Leia aqui.

Assista também entrevista de Stavros divulgada em post anterior.

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Stavros Xanthopoylos

Veja no link abaixo como os problemas da educação serão resolvidos por Stavros Xanthopoylos:

 

É como se o país fosse uma terra sem lei nenhuma, agora iluminada por brilhantes ideias. Como diz H. L. Mencken: “Para todo problema complexo existe uma solução clara, simples e errada.”

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Giroux: “caminho para o neoliberalismo facista”

“Os elos de uma crise política e ideológica geral estão profundamente enraizados na história norte-americana e, com cada tweet e decisão política, Donald Trump aproxima os Estados Unidos de um estado fascista pleno. Suas palavras machucam, mas suas políticas podem matar pessoas.

Os intermináveis insultos racistas de Trump, expressões desumanas de misoginia, ataques implacáveis a todas as disposições do estado social e desprezo pelo estado de direito servem para tornar normal a política fascista insidiosa. Além disso, seu desprezo criminogênico por qualquer sentido viável de responsabilidade cívica e moral dá um novo sentido a um ethos de egoísmo e a uma cultura de crueldade, se não de terror, que enlouqueceu.

No entanto, está se tornando mais difícil para a grande mídia e os analistas falarem sobre o fascismo como uma ameaça iminente nos Estados Unidos, apesar de, como Michelle Goldberg observa, para alguns grupos, como “imigrantes sem documentos, ele já estar aqui. “

Leia a íntegra aqui:  Trump, Kavanaugh and the Path to Neoliberal Fascism

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Sachsida, os generais e Bolsonaro

A Folha de São Paulo revela, hoje, 12-10-2018, que Adolfo Sachsida (sim, aquele do IPEA que mostrou em um estudo controverso que a introdução de Filosofia e Sociologia no ensino médio diminuiu a nota dos estudantes) é o elo de ligação entre um grupo de 20 generais que se reúnem regularmente em Brasília para contribuir com o programa de governo de Bolsonaro e o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes. Sachsida colabora com Bolsonaro deste o final de 2017.

Relembre aqui a polêmica da Filosofia.

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IFCE: manifesto em apoio a Haddad

Professores do Instituto Federal do Ceará, do campus Itapipoca, conclamam a sociedade a derrotar o projeto opressor e excludente, e a defender um modelo de sociedade que valorize a democracia e a justiça social, preservando nossas liberdades e direitos tão duramente conquistados.

Baixe a íntegra aqui.

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Saviani e Lombardi: nota de apoio

NOTA SOBRE A ATUAL CONJUNTURA ELEITORAL

Nesta conjuntura de profunda crise política o Grupo de Estudos e Pesquisas “História, Sociedade e Educação no Brasil” (HISTEDBR), considerando a disputa no segundo turno das eleições presidenciais, vem manifestar-se resolutamente contra a candidatura que representa a barbárie, a ditadura, a tortura, o racismo, a homofobia, a perda do controle das riquezas nacionais, a perda de direitos trabalhistas e de cidadania.

Diante da polarização das duas candidaturas é preciso aprofundar o debate sobre os projetos políticos para o país, apoiando a civilização contra a barbárie; a liberdade democrática e o respeito aos direitos humanos contra a ditadura, a tortura e o fascismo.

Nessa direção somente a vitória de Haddad pode assegurar o retorno de políticas sociais para os que vivem do trabalho e a garantia de educação para todos e de políticas públicas para o desenvolvimento científico e tecnológico com a preservação de nossas riquezas e da soberania nacional.

Dermeval Saviani

José Claudinei Lombardi

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A lógica “bolsonariana”

Eleito, Bolsonaro aplicará no Brasil a cartilha dos “Chicago’s boys”, ou seja, economistas que foram treinados diretamente na Universidade de Chicago por figuras como Milton Friedman, proponentes do liberalismo econômico. Paulo Guedes, responsável pela área econômica, é um destes.

Friedman tem suas origens em economistas como F. Hayek e L. von Mises. O liberalismo econômico é a base da financeirização, cuja crise assistimos em 2008. Bolsonaro já procura nos meios financeiros seus assessores econômicos. Vai ser uma grande farra. Esse povo acha que administrar um país é sair vendendo tudo e gastar o que se arrecada com as vendas. Imagine se uma pessoa vendesse tudo que tem para comer.

O liberalismo econômico, como já afirmamos antes, é a base também do Partido Novo. Isso só vai ficar claro agora, quando o Novo já está fora das eleições. Forçosamente, o Novo terá que revelar seu apoio a Bolsonaro. (Há pouco ele divulgou nota em que não apoia o PT e nem Bolsonaro: ataca o PT, mas não diz porque não apoia Bolsonaro.) Está ficando claro também a quem Doria cultua.

Eleito Bolsonaro, vamos viver o liberalismo econômico de Pinochet que à sua época também foi orientado pelos seus Chicago’s boys com direito a tutoria direta de Milton Friedman que assessorou Pinochet durante a ditadura. Milton Friedman  é citado no programa do próprio Bolsonaro.

A propósito, o candidato tem falado em implantar seu “bolsa família” definido no seu programa como “renda mínima” que ele relaciona a Milton Friedman. Notemos bem: nenhum destes termos tem o significado que até agora teve no Brasil. Atualmente, estes termos representam uma quantidade pequena de dinheiro dada às famílias para sua manutenção. No caso de Bolsonaro, ele representa uma quantia que pode ser até maior que o atual bolsa família, como diz no programa, mas é dada no lugar dos direitos sociais. Por isso a chamei de “bolsa vire-se”. O liberalismo econômico retira direitos sociais e os substitui por “vouchers” – que estão no programa do PSL e que no Programa do candidato aparece como “renda mínima”. Direitos sociais são convertidos em “serviços” que são adquiridos no mercado.

Retiram-se direitos sociais como educação, coloca-se no lugar um voucher  e a partir daí o cidadão tem que pagar, por exemplo, a educação de seus filhos. Se tiver mais dinheiro, complementa o voucher que o estado dá e matricula seu filho em uma escola melhor, se não tiver, tem que se contentar com o que o voucher pode pagar. Essa é a realidade criada no Chile (e que Bachelet procurou alterar), onde o liberalismo econômico teve seu laboratório.

Devemos notar também, para evitar surpresas posteriores, que o neoliberalismo é uma combinação de autoritarismo social e liberalismo econômico. Tem grande afinidade com os conservadores.  Prefere o ambiente democrático, mas se necessário apoia golpes, como o fez no Chile. Pinochet recebeu apoio de Hayek, Buchanan (que ajudou a escrever a constituição de Pinochet) e do próprio Milton Friedman – todos do liberalismo econômico.

O exemplo de como pensa o “bolsonariano” pode ser visto em Minas Gerais com a vitória no primeiro turno de Zema do Partido Novo, apoiado por Bolsonaro. Para ele:

“Se alguém se negar a contribuir com o futuro de Minas, ele vai estar se condenando para a próxima eleição, porque eu vou deixar muito claro que aquela pessoa está ali por interesse próprio e não para representar o povo que o elegeu”, afirmou.”

O raciocínio “bolsonariano” não se dá bem com oposição. Temo que para ele, “ganhar a eleição” seja sinônimo de concordar com o programa do candidato eleito, sem direito a se opor. Dessa forma, o direito de fazer oposição é “cassado” no momento em que se perde uma eleição. Os “recados” estão dados.

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Chaui e o liberalismo econômico

Marilena Chaui explica os impactos das ideias do liberalismo econômico no âmbito da sociedade, do Estado e dos indivíduos. O liberalismo econômico é a base da proposta de Jair Bolsonaro e do Partido Social Liberal (PSL) que o acolhe. Mas também é a base do partido Novo de João Amoedo. A diferença está no grau de conservadorismo entre um e outro, já que os dois partem do liberalismo econômico como pressuposto. Mas como provavelmente se verá no segundo turno destas eleições, no fundo eles se entendem. O liberalismo econômico que está na base das duas propostas aceita bem as teses do autoritarismo social quando se trata de implantar o livre mercado.

Segundo o PSL de Bolsonaro:

“Liberalismo na economia significa que o Estado deve se intrometer o menos possível na vida econômica do país, permitindo que os indivíduos e as empresas possam atuar livremente, em um ambiente desburocratizado e imune à intervenção estatal excessiva. Acreditamos que, quanto mais o Estado se intromete na vida das pessoas e empresas, mais ele atrapalha e sobrecarrega o livre mercado.”

Assista abaixo a análise de Marilena Chaui.

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Bolsonaro propõe “vouchers” para a educação

O Partido Social Liberal (PSL) é o partido de Jair Bolsonaro. Um exame de sua página na internet revela seu alinhamento com o liberalismo econômico (de F. Hayek, M. Friedman e L. von Mises) e toda a ideologia decorrente deste. Diz o site, mencionando os pontos em que acreditam:

“Liberalismo na economia significa que o Estado deve se intrometer o menos possível na vida econômica do país, permitindo que os indivíduos e as empresas possam atuar livremente, em um ambiente desburocratizado e imune à intervenção estatal excessiva. Acreditamos que, quanto mais o Estado se intromete na vida das pessoas e empresas, mais ele atrapalha e sobrecarrega o livre mercado.”

Decorrente disso, a proposta para a educação não poderia ser outra senão a gerada no interior do liberalismo econômico por Milton Friedman. Sob o título de “Qualidade de vida com inclusão social” o site do PSL diz:

“Defendemos a focalização dos programas sociais para as pessoas em condição de maior vulnerabilidade. O Estado deve ampliar a oportunidade de acesso à educação e saúde de qualidade para os mais pobres, concentrando-se no financiamento dos serviços em parceria com a gestão da iniciativa privada, com a integração dos indivíduos ao mercado, preservando o poder de decisão nas mãos dos cidadãos através da adoção de Vale-Educação (voucher), Escolas Comunitárias (charter-schools) e programas congêneres.” (Grifos meus.)

No programa do candidato, os vouchers estão camuflados e aparecem sob outra denominação: “renda  mínima”:

“Acima do valor da Bolsa Família, pretendemos instituir uma renda mínima para todas as famílias brasileiras. Todas essas ideias, inclusive o Bolsa Família, são inspiradas em pensadores liberais, como Milton Friedman, que defendia o Imposto de Renda Negativo. Propomos a modernização e aprimoramento do Programa Bolsa Família e do Abono Salarial, com vantagens para os beneficiários. Vamos deixar claro: nossa meta é garantir, a cada brasileiro, uma renda igual ou superior ao que é atualmente pago pelo Bolsa Família.” (p. 63)

O renda mínima é uma “bolsa vire-se”. O Estado dá um tanto de dinheiro para os pais e se retira, deixando-os à logica dos mercados.

Os vouchers (ou seja, dinheiro que é dado aos pais para que escolham em qual escola querem matricular seus filhos – se pública ou privada) e as escolas charters, ou seja, a terceirização da escola pública para a iniciativa privada, são os instrumentos de privatização da educação pública, tal como diz explicitamente o site do PSL. Estamos frente, portanto, a uma proposta que visa a destruição da educação pública no Brasil.

O programa do candidato não fala em terceirização da educação, mas ele é uma decorrência direta da implantação dos vouchers de Friedman, os quais necessitam do programa de terceirização, pois esta última é a forma de se criar um mercado inicial a ser utilizado pelos pais que recebem os vouchers. Sem opções de escolher, os vouchers seriam inúteis. Portanto, juntamente com instalar a chamada “renda mínima”, haverá necessidade de se caminhar com a terceirização das atuais escolas para que a iniciativa privada possa ser estimulada, enquanto o Estado vai se retirando da responsabilidade de cuidar da saúde, educação e outras áreas.

O modelo de privatização da educação foi aplicado imediatamente após ao golpe militar de Pinochet no Chile, com assistência direta de Milton Friedman e James Buchanam. Também foi usado nos Estados Unidos nos últimos 20 anos. Em todos os lugares o que se viu foi o aumento da segregação escolar acompanhado de uma estagnação na qualidade da educação. Em compensação as corporações e empresas da área da educação ganham muito dinheiro e definem os destinos do próprio ministério da educação.

Um estudo que acaba de ser publicado nos Estados Unidos mostra que à medida que se amplia o financiamento para a terceirização das escolas, vai se destruindo o sistema público de educação: a drenagem do dinheiro das escolas públicas leva à falência o sistema público de educação:

 “… os estudantes de escolas públicas de comunidades de três distritos escolares da Califórnia estão arcando com o custo da expansão descontrolada de escolas privadas. Em 2016-17, as escolas charter ocasionaram um déficit fiscal líquido de US$ 57,3 milhões para o Distrito Escolar Unificado de Oakland, US$ 65,9 milhões para o Distrito Escolar Unificado de San Diego e US$ 19,3 milhões para o Distrito Escolar de East Side Union do Condado de Santa Clara.” (…) “Quando um aluno deixa uma escola da comunidade e vai para uma escola charter, sua parcela de financiamento proporcional vai com ele, enquanto o distrito continua sendo responsável por muitos custos que esses fundos apoiavam. Isso intensifica a pressão fiscal para cortar serviços essenciais, como aconselhamento, bibliotecas e educação especial, e aumentar o tamanho das turmas nas escolas das comunidades.” (p. 3).

Em relação aos vouchers, implantados na ditadura militar de Pinochet com assistência de grandes nomes do neoliberalismo, um estudo de Treviño et al de 2018 examinou 56 estudos empíricos sobre o uso de vouchers no Chile. Os resultados indicam que as “famílias [de classe média] não escolhem as escolas, mas são as escolas que escolhem as famílias e estudantes. Os pais podem escolher apenas onde entregar um pedido de matrícula; se o candidato for aceito, as famílias de classe média têm o “privilégio” de completar o valor da mensalidade para ter uma escola de maior demanda” (p. 4).

Em relação aos estudantes mais pobres, “a competição os relegou a escolas de baixo desempenho e altamente segregadas.” Para escapar a esta situação os pais destas crianças precisam ter mais capital econômico e social. “No entanto, as famílias mais pobres que não têm esses recursos não têm outra opção senão a escola pública local – que é o padrão para aqueles que não têm como pagar nada além de seus vouchers” (p. 4-5).

Mas, além de não resolver os problemas de segregação, os vouchers adicionam problemas graves: “estudantes em condições de discriminação e exclusão generalizada; baixa confiança pública; foco em habilidades acadêmicas visíveis e uma negligência que acompanha a educação cívica; e um profundo desconforto estudantil” (p. 5).

As evidências indicam que há efeitos indesejáveis presentes nestas políticas que recomendam que elas não sejam universalizadas em redes de ensino, pois, como se constata no Chile, a implementação universal dos vouchers “não só não cumpriu seus objetivos originais, mas também provocou vários resultados prejudiciais adicionais” (p. 6).

O que se vê no programa do PSL e do candidato Bolsonaro é o roteiro da destruição da educação pública brasileira e de quebra, do magistério.

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Sobral e as suspeitas de fraudes

A Revista Nova Escola publica uma síntese dos acontecimentos em Sobral:

Sobral: 10 perguntas e respostas sobre as suspeitas de fraude na rede: Há suspeitas de irregularidades na cidade referência em educação pública no Brasil. Porém, ainda não é possível saber quão graves e extensos são os problemas.

Leia aqui.

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Por que votarei em Haddad

Afinal, o cenário vai ficando claro. O “centrão” derreteu. A esquerda cresceu e ameaça os planos direitistas. E fica cada vez mais claro que as direitas vão se juntar para dar continuidade ao golpe de 2016, apoiando Bolsonaro. É da sua natureza. Diferenças à parte, a velha direita, movida a militares de reserva, e a nova direita, movida a empresários, constituem o núcleo duro do que se chama “neoliberalismo”: uma junção entre “autoritarismo social” e “liberalismo econômico”.

A nova direita prefere a democracia, mas justifica até um golpe se necessário para implantar o livre mercado. É que para ela, livre mercado é sinônimo de liberdade pessoal e social (Hayek, Mises). Apoiar Bolsonaro não é um grande esforço para a nova direita. A eleição de Bolsonaro apagaria a imagem do golpe de 2016 e forneceria a ela a legitimidade que precisa para implantar todas as reformas que ainda estão na gaveta. Para isso, é preciso que a velha direita entregue os postos econômicos do futuro governo à nova direita – o que não é um grande sacrifício para a velha direita até porque ela não tem propostas econômicas definidas.

O MDB e o PSDB/DEM estiveram à frente do golpe de 2016. O PSDB saiu mortalmente ferido da confusão que ele mesmo ajudou a construir desde que Aécio resolveu dar uma de Bolsonaro e não reconhecer os resultados das eleições de 2014. A culpa vai ficar com Alckmin, mas as causas são mais profundas.

O MDB não é partido de disputa presidencial. Tem seu foco mais no congresso elegendo deputados e senadores. O PSDB nem isso percebeu ao se apoiar nele para o golpe. Alckmin (PSDB) não é confiável perante a “nova” e a “velha direita”. Só agora o PSDB percebe que as baterias de Moro no judiciário, não atingiram apenas o PT. Para a “nova direita” o centro já é perigoso, pois tem ares de socialdemocracia. O PSDB interessou apenas como hospedeiro da nova direita, com Doria, Aécio e outros. Ficou sendo apenas uma sigla de aluguel para abrigar provisoriamente a “nova direita” que agora começa a criar seu próprio locus eleitoral: o Partido Novo.

O PDT de Ciro não é confiável – para a nova direita falar em “trabalhismo” já é perigoso. A nova direita quer clareza nas posições e fidelidade ao seu projeto. Doria até tentou sair do PSDB e mudar para o DEM, mas desistiu. Esta foi a vacilada crucial da “nova direita” e de seu representante mirim (isto está revelado no fato de que há uma disposição de quem vota em Bolsonaro, votar também em Doria no Estado de São Paulo). No meio disso tudo, o PT cresceu a ponto de ameaçar os planos direitistas.

Depois de muita confusão no centro, empresários, grande mídia, parte do judiciário e dos políticos resolveram que a saída será apoiar Bolsonaro.

O reflexo disso já é perceptível: Moro começou a agir, requentando delações que já haviam sido recusadas pelo próprio Ministério Público; a Globo está em campo para formar opiniões, comandando a grande mídia; Ibope curiosamente aponta crescimento de Bolsonaro em uma semana em que foi alvo de ataques e manifestações gigantescas das mulheres, que a mídia preferiu ignorar; e por aí vai…

Bolsonaro eleito, será um mero fantoche destas forças políticas mais estruturadas que têm como núcleo ideológico a combinação entre “autoritarismo social” e “liberalismo econômico”. Estas forças atuaram no golpe de 2016. A polarização de hoje é mera continuidade da polarização provocada com o golpe de 2016. Suas causas devem se reportar ao impeachment.

A eleição de Haddad, neste quadro, representa a possibilidade de barrar o neoliberalismo entreguista no Brasil e se impõe em um cenário em que está em jogo o próprio futuro do país.

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Ligar Ciro a Sobral(CE), agora, é golpe baixo

A Folha de São Paulo revela, hoje 30-09-2018, que pode haver fraudes em provas na cidade de Sobral (CE), que tem tido sua política educacional apontada como exemplo de sucesso. Nenhuma surpresa para quem conhece este tipo de política educacional que é usado por lá. Exatamente por ela ter um IDEB tão alto (9,1) é que a suspeição faz sentido, pois todos sabemos que não há milagres em educação.

A reportagem da Folha de São Paulo diz que alunos com melhor desempenho substituíam alunos de menor desempenho nos dias de prova para melhorar a nota da escola e do município no IDEB. MEC, Secretaria da Educação de Sobral e outros negam.

A denúncia de fraude em avaliação é compatível com o que dizem as pesquisas que analisam a utilização de responsabilização baseada em testes de desempenho de alunos como o caso de Sobral. Ela cria pressões sobre as redes de ensino que acabam sendo resolvidas de várias formas e nem sempre de maneira ética.

Infelizmente, a reportagem parece que está tratando a questão com viés eleitoral, o que é lamentável, pois isso distorce o problema. Diz a manchete: Estudantes de Sobral, berço de Ciro, relatam pressão para fraudar provas. 

Leia aqui.

O que incomoda é que a Folha tem procurado disparar “balas de prata” contra candidatos à eleição criando incertezas no já conturbado processo eleitoral em curso, ao invés de debater seriamente as questões educacionais. Qual será o próximo candidato a ser alvejado?

Não será surpresa se encontrarmos, de fato, problemas com as avaliações em Sobral. Temos alertado para isso neste Blog. A questão é por que a Folha só agora – depois de enaltecer a política educacional de Sobral em outros momentos – resolve disparar contra aquela cidade em uma seção do jornal de nome “Eleições 2018”.

O Jornal GGN divulgou excelente matéria sobre os problemas de Sobral (em abril de 2017) realizada depois de três meses de trabalho jornalístico investigativo naquela cidade, chegando às mesmas conclusões – até mais detalhadas – que agora a Folha divulga. Não parece ter chamado a atenção.

Leia aqui matéria do GGN.

Preocupada com Sobral no Ceará, a Folha se esquece que, aqui mesmo em São Paulo, ela poderia encontrar este tipo de problema, já que também no estado de São Paulo vivemos sob o efeito de uma política de responsabilização baseada em testes – embora com outros parâmetros.

A própria Folha revelou, antes do período eleitoral, em excelente reportagem o problema com o pagamento de bônus por mérito em São Paulo e que envolveu gastos de 4.2 bilhões de reais. A reportagem revela que o pagamento de bônus é mantido há anos, mesmo sabendo-se que não há resultado que justifique sua manutenção. Isso ocorreu na gestão de Alckmin, mas não é lembrado pela Folha. Será contra Alckmin a próxima bala de prata?

Leia aqui.

Concordamos que muito provavelmente exista problema em Sobral, mas abordá-lo da forma como está sendo feito é um golpe baixo que deve ser condenado. Nem o candidato, nem a cidade de Sobral, nem a educação merecem esta situação criada pela Folha.

E só para deixar bem claro, não sou eleitor de Ciro Gomes.

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BNCC: Ministro abre o jogo na CNI

O portal do MEC relata a visita do Ministro da Educação à Confederação Nacional da Indústria:

“As mais recentes políticas que estão sendo implementadas pelo Ministério da Educação, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o novo ensino médio e a educação tecnológica foram alguns dos temas da palestra do ministro da Educação, Rossieli Soares, aos diretores da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de todo o país. O bate-papo aconteceu nesta terça-feira, 25, durante a 8ª reunião de diretores da entidade, em Brasília.

“A discussão com a CNI é importantíssima. A entidade tem força para a condução não só da indústria, mas também da economia brasileira e da geração de empregos”, afirmou Rossieli Soares. “Precisamos ouvi-los e saber se o que estamos fazendo na educação ajuda a comunicar, a dar empregabilidade ao jovem e se dá a competitividade que precisamos ter”, completou o ministro.

Rossieli Soares reforçou que competitividade e novas tecnologias estão diretamente relacionadas. “Se a nossa mão de obra, os nossos jovens cada vez mais saírem com as competências do Século 21, com tudo aquilo que o mundo inteiro tem feito, a nossa competitividade vai aumentar e teremos maior empregabilidade no Brasil.”

O presidente da CNI, Robson de Andrade, destacou a importância de se ter uma conversa sobre um tema primordial para o desenvolvimento do país, como a educação, e confirmou os desafios do mercado de trabalho com novas tecnologias. “Hoje temos discutido muito como vai ser o emprego do futuro e o futuro do emprego. Como essas mudanças tecnológicas são tão rápidas, que você é obrigado quase que a desaprender tudo que aprendeu e aprender coisas novas na mesma velocidade”, explicou Robson de Andrade. “Precisamos fazer com que o jovem esteja preparado para essas profissões que, às vezes, ainda não sabemos nem quais são. Você prepara o jovem para que ele possa raciocinar, decidir, tenha conhecimentos e capacidade de aprendizado para o futuro que vai chegar muito rapidamente”, finalizou o presidente da CNI.

Leia aqui Assessoria de Comunicação Social

O conceito de “empregabilidade” é diferente do conceito de “emprego”. São coisas diferentes, pois posso ser empregável e não ter um emprego, ficar desempregado. Com o advento da revolução 4.0 o que se coloca como horizonte é o desemprego e a alternativa é o emprego precário – no qual a reforma do ensino médio quer jogar a nossa juventude, antecipando a profissionalização ainda no ensino básico. É o que significa a fala do presidente da CNI e pode ser resumida assim: em relação a empregos futuros, “não me comprometa”… só quem for “pau para toda obra” pode aspirar a algum emprego.

Fica claro, na exposição do ministro, a que veio a base nacional comum curricular e a reforma do ensino médio.

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Aluno atira em colegas dentro de escola no Paraná

Um estudante de 15 anos, que declarou estar sofrendo bullying entrou armado no colégio e atirou em dois colegas de classe em Medianeira, no oeste do Paraná, perto de Foz do Iguaçu. Os dois estudantes baleados ficaram feridos, um gravemente, com tiros nas costas.

Leia aqui.

Veja aqui.

Segundo informações, foram achadas mais armas na casa dos pais, os quais deverão prestar depoimento para esclarecer a origem das mesmas.

Isso levanta a questão do porte de arma que alguns andam defendendo que seja liberado no Brasil. Também não é mera coincidência que ocorra na região sul do país onde o ruralismo tem se apresentado agressivo, com ataque a bala à caravana de Lula que foi minimizado, ou ataques de “relho” com que foram agredidos membros da caravana e que, na prática, simbolicamente tem o mesmo efeito de uma arma.

Tais práticas representam um progressivo aumento da violência no país e que não vai parar na porta da escola. Empolgados em defender soluções radicais e violentas, alguns não estão levando em conta o efeito que tais propostas causam na juventude. O problema pode ser visto também nos Estados Unidos onde ataques mensais se repetem durante o ano letivo nas escolas.

Acontecimentos como este poderão levar a aumentar a presença de policiais no interior das escolas como nos Estados Unidos, gerando uma escalada de violência como ocorre naquele pais.

A escalada de violência, por vários motivos, faz com que, hoje, mais que nunca, se debata nos Estados Unidos a questão da colocação da polícia no interior das escolas, ao lado do endurecimento nas regras disciplinares destas (além de por em questão o porte de armas). O saldo deste caminho é apresentado por Sam Sinyangwe, diretor do Projeto Mapping Police Violence (citado por Giroux, 2018):

“Os dados (…) que existem (…) mostram que mais policiais nas escolas levam a mais criminalização dos estudantes e, especialmente, estudantes negros e pardos. Todos os anos, cerca de 70 mil crianças são presas nas escolas … [Além disso] desde 1999, 10 mil policiais adicionais foram colocados nas escolas, sem impacto na violência. Enquanto isso, cerca de um milhão de estudantes foram presos por atos que seriam punidos anteriormente com detenção ou suspensão, e os estudantes negros têm três vezes mais chances de ser presos do que seus pares brancos. ”

O ataque de hoje no Paraná não pode ser encarado como mais um caso a ser relativizado, só porque não interesse a alguns candidatos que ele seja debatido publicamente.

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Hanushek e seu computador milagroso

Eric Hanushek está no Brasil. Ele trabalha no think tank Hoover Institution, localizado no campus da Stanford University, do qual o fundador, Herbert Hoover, foi aluno (e também presidente dos Estados Unidos). A instituição está no campus de Stanford, mas tem seu próprio conselho diretivo. Seus princípios estão expressos em seu site:

“Os princípios da liberdade individual, econômica e política; iniciativa privada; e governo representativo foram fundamentais para a visão do fundador da Instituição. Ao coletar conhecimento, gerar ideias e disseminar ambos, a Instituição procura assegurar e salvaguardar a paz, melhorar a condição humana e limitar a intromissão do governo na vida dos indivíduos.” (Grifos meus LCF.)

Trata-se de um think tank conservador alinhado com os princípios da direita americana e a favor da privatização – é isso que significa seu princípio de “limitar a intromissão do governo na vida dos indivíduos”.

Eric Hanushek veio participar do Educação 360, um evento produzido pela Globo e um grupo de entidades empresariais brasileiras. Em entrevista ao Todos pela Educação, ele não esconde quais são as finalidades que atribui à educação da juventude hoje:

“Com a introdução da inteligência artificial, automação e robôs, a economia está mudando mais rapidamente do que vimos no passado. Diante desse cenário, a importância da Educação de qualidade torna-se muito mais importante. As pessoas que se ajustarem a essas mudanças e se adaptarem às novas indústrias serão as “vencedoras”. Por outro lado, aquelas que estão presas aos velhos empregos serão as “perdedoras econômicas” do futuro. É essencial que os jovens atuais desenvolvam as habilidades necessárias para essa economia em rápida mudança. Em outras palavras, se no futuro, o Brasil tiver apenas esses trabalhadores insuficientes, sem essas habilidades cognitivas necessárias, será muito difícil para a economia brasileira crescer e acompanhar o resto do mundo.”

Leia aqui.

Por “crescer e acompanhar o resto do mundo”, deve-se entender: ser uma economia interessante para atrair investimentos das grandes corporações e poder gerar os lucros que elas desejam. É assim que as corporações olham para as colônias. Seus jovens são apenas um número nos computadores que devem ter uma educação de “qualidade” certificada pela OCDE com a finalidade de garantir lucros aos investimentos.

Segundo seus novos cálculos para o Brasil – e ele sempre tem um novo cálculo vindo direto de seu computador mágico – colocar todas as crianças no ensino básico (fundamental e médio) e chegar a uma qualidade mínima de educação resultaria em um aumento de produtividade do país que elevaria o PIB em 16% por ano. Dessa forma, teríamos o salário de todos os brasileiros sendo aumentado em 30%. Legal não é?

Só tem um problema. Estes cálculos não funcionam no país dele, onde a educação está estacionada desde que o Pisa foi inventado e patina há 20 no NAEP americano, e tanto o PIB como a produtividade aumentaram mesmo assim.

Suas estimativas são apenas uma simulação que só existe no computador dele. Nada disso tem a ver minimamente com dados da realidade brasileira. Da mesma maneira que o neoliberalismo vive procurando a “economia ideal”, ele também vive procurando a “educação ideal”.

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Argentina contra as políticas de Macri

Embora não noticiado pela grande imprensa brasileira que defende o livre mercado e as políticas neoliberais de Macri, a Argentina está em sua quarta paralisação contra tais políticas.

“Desde a meia noite está em vigor a quarta paralisação geral contra a gestão do governo de Mauricio Macri que afetará praticamente todos os serviços públicos – principalmente transporte, bancos, escolas, administração pública – a atividade econômica e industrial. E desde cedo encontram-se fechados os acessos à autopista La Plata-Buenos Aires.”

Leia aqui.

Buenos Aires é uma cidade fantasma. Enquanto isso, Macri está negociando empréstimos junto aos Bancos internacionais. A Argentina volta a ficar de joelhos.

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SINAIT analisa o decreto da terceirização

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho analisa o recente decreto sobre a terceirização em âmbito federal.

Decreto nº 9.507/2018 escancara as portas do serviço público à terceirização. Poucas áreas ficarão preservadas

“Para quem não acreditava que a terceirização irrestrita alcançaria o serviço público de forma avassaladora, a edição do Decreto nº 9.507/2018, nesta segunda-feira, 24 de setembro, jogou por terra todas as dúvidas que pudessem pairar sobre o tema. Resguardando apenas algumas áreas, o Decreto permite a contratação de serviços terceirizados em praticamente todos os setores e órgãos. Finca uma estaca sobre o instituto do concurso público e afronta a Constituição Federal.

A Lei nº 13.429/2017, também conhecida como Lei da Terceirização, permite a terceirização em todas as etapas de produção e se estende ao setor público. Esse entendimento foi definitivamente consolidado pelo Supremo Tribunal Federal – STF em julgamento no dia 30 de agosto. Com a edição do Decreto nº 9.507/18, o governo apropria-se da possibilidade de contratação de empregados terceirizados de forma ampla.”

Leia íntegra da análise aqui.

Acesse o decreto aqui.

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Noam Chomsky no Brasil: entrevista

Chomsky está no Brasil e concedeu uma entrevista ao site Tutameia.

Acesse aqui.

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Decreto Federal sobre terceirização

Foi publicado o Decreto 9507 de 21 de setembro de 2018 que dispõe sobre a execução indireta, mediante contratação, de serviços da administração pública federal direta, autárquica e fundacional e das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União.

Acesse aqui.

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Educação básica: saída pelo público

Daniel Vargas e Tassia Cruz escrevem interessante artigo no jornal El Pais: O novo pacto nacional: um caminho público para a educação básica.

“A bandeira dos candidatos para a educação brasileira é a aposta nas técnicas e experiências do setor privado. O caminho que o país deveria trilhar vai no sentido contrário.”

Leia aqui.

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